Ricardo Coutinho diz que Joaquim Barbosa poderá liderar uma frente, além das esquerdas, para vencer eleições

(Brasília-DF, 19/04/2018) O comitê eleitoral do Partido Socialista Brasileiro(PSB) recebeu o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, para um primeiro encontro após filiação e divulgação da pesquisa Datafolha que o colocou em terceiro lugar nas intenções de votos para Presidência da República. O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho(PSB), conhecido por sua simpatia ao ex-presidente Lula e que tentou visita-lo na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba(PR), se disse impressionado com o desemprenho nas pesquisas do ex-ministro, que isso não era tudo, defendeu uma frente ampla pela democracia, além das esquerdas, e questionado disse que Barbosa poderia até liderar esse frente ampla.
No início Coutinho, em coletiva, foi cuidadoso, salientando o primeiro encontro, um verdadeiro conhecimento.  Ele disse que Barbosa surge significativo face ao momento de poucas referências nacionais.
“Nós estamos construindo algumas situações que sejam cômodas para o Ministro e cômodas para o partido, portanto não há nada em definitivo. O que existe, apenas, é o reconhecimento de que o nome do Ministro Joaquim Barbosa é um nome potencialmente forte num Brasil, hoje, em que há poucas referências. O Partido, ao lado do Ministro, haverá de conversar sobre essas coisas. Nós estamos conversando sobre essas coisas, particularmente é um primeiro encontro de conteúdo político com, já tinha tido de conteúdo jurídico com o Ministro, mas é o meu primeiro encontro de conteúdo político. Então, eu não tenho opiniões formadas, até porque nem o próprio Ministro ainda não se disse disposto a fazer uma caminhada pelo Brasil colocando sua postulação à Presidência da República”, disse, inicialmente.
Ele foi questionado pela reportagem da Política Real se lhe impressionava o desempenho inicial do ex-ministro, que não tinha sido lançado por ninguém e que chegava à cena pública como chegava segundo a última pesquisa Datafolha.
“É muito impressionante. É muito impressionante. O Brasil vive um momento de alto questionamento muito profundo da própria política. Existem forças, por um lado, que tentam diminuir a força da política, e por outro lado existem fatos dentro da política que depõem contra a política. Isso tornou esse cenário um tanto surreal.  O Ministro Joaquim Barbosa tem características que impactam fortemente a visão do eleitor médio no Brasil. Isso é um fator, apenas, claro, não é um fator definitivo”, salientou.
Ele foi questionado pelos jornalistas se era o primeiro encontro com Barbosa.  “Eu conhecia o Ministro de uma audiência de uns 10 minutos, há uns 7 a 10 anos atrás”.  Ele foi perguntado sobre o que achou da conversa e se achava positivo. “ A conversa foi muito positiva. A conversa continua.  A impressão foi boa”, disse.
Ideias e pensamentos
Ele foi perguntado, numa entrevista concedida na escadaria do prédio sede do PSB Nacional que funciona no bairro Asa Norte, na Capital Federal, sobre as ideias do Ministro e se foi tratado sobre isso no encontro - nesse momento, ele defendeu uma frente pela democracia que vá além das esquerdas.
“O que estamos fazendo é um reconhecimento amplo das ideias.  O Ministro tem, ao longo de sua vida, várias ideias, muitas ideias, sobre praticamente tudo, sobre economia, sobre costumes, sobre petróleo, basta pesquisar. Eu, particularmente, não cheguei a fazer essa discussão específica. Nós vamos ter outros momentos, claro, o importante é que além da candidatura, em si, que o PSB pode apresentar do Ministro Joaquim Barbosa, mas que há no partido, uma clareza muito grande, de uma ampla frente democrática em defesa, puramente, da democracia, não é nem uma frente de esquerda, uma frente democrática para, eu vou usar a palavra – reestabelecer um processo democrático mais profundo neste país.”, destacou.
Nesse ponto da conversa com os jornalistas, Coutinho disse que não poderia haver exclusividade e hegemonia, numa clara referência ao PT, apesar dele negar que o recado fosse dirigido do partido do ex-presidente Lula.
“Agora, uma frente depende de outros atores. Se outros atores não querem discutir em pé de igualdade essa frente, sem exclusivismos, nem hegemonia,( sr. fala do PT?). Eu falo de todos. Se não querem, o PSB se sente no direito de buscar um nome, construir uma candidatura para ofertar enquanto alternativa para o povo.....Eu penso, apenas, eu penso, não sei se é majoritário dentro do partido, mas para essa situação em que o país se encontra de aumento vertiginoso da intolerância, do ódio, da violência, da hipertrofia de poderes sobre outros, enfim, um cenário de desagregação de direitos, dos trabalhadores , esse é um cenário muito difícil para a democracia, penso que os democratas, instituições, entidades, personalidades, partidos, precisariam construir um projeto mínimo de se juntarem, disputar juntos a eleições e vencerem.”
PSB
Ele disse que o PSB deve ter protagonismo na cena política face a sua história e tradição.
“Eu penso que o PSB, um partido que tem tradição e história como um partido de médio porte, um partido que governa, com boas experiências, vários estados, o PSB tem como dar uma boa contribuição a esse debate a construir, mas espero, repito, com outras mãos, com outras companhias, sem hegemonias e exclusivismos, para que a gente possa pensar o que é importante e essencial para esse país”, tratando novamente de uma frente.
Nesse momento da coletiva, jornalista questionou se Joaquim Barbosa poderia ser o nome para unir essa frente.  - Essa Frente pode ser feita em torno do Ministro Joaquim Barbosa?
“Pode, desde que o Ministro e o Partido convirjam para uma determinada vontade e posição. O que está em jogo não é apenas uma eleição para Presidente, o que está em jogo é o País retomar um caminho natural democrático. Nós estamos em risco com esse processo.”
Outro jornalista salientou sobre o propalado gênio forte e Joaquim Barbosa, considerado por alguns analista como individualista e se isso o preocupava.
“Dizem isso de mim também, eu não sei se é verdade não!”, disse, para risos dos jornalistas.
Ricardo Coutinho saiu antes do final da conversa de Barbosa com a cúpula socialista. Disse que tinha agenda de trabalho na capital federal e que tinha que cumprir, inclusive no Supremo Tribunal Federal(STF).

As informações são do portal Política Real

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