Oposição pede saída de Temer; governistas defendem continuidade das votações

Ao longo de toda a primeira sessão extraordinária desta terça-feira (23), deputados de oposição ocuparam a tribuna para anunciar que vão obstruir todas as votações previstas para esta semana. Eles afirmam que, após as gravações apresentadas pelos donos da empresa J&F – os irmãos Joesley e Wesley Batista – ao Ministério Público Federal na semana passada, o presidente da República, Michel Temer, não tem mais condições de se manter no cargo.
Temer aparece na gravação participando de uma reunião com o empresário Joesley Batista, na qual o empresário relata a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, preso na operação Lava Jato, e também outros crimes, como a compra de um procurador e de um juiz.
O deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) disse que a bancada do PT fará uma obstrução política. “Não vivemos uma situação de normalidade. Não é pouca coisa ter uma gravação em que o presidente da República aparece tramando com um criminoso o pagamento de propina para compra de silêncio”, disse o deputado, para quem Temer perdeu “as condições éticas e políticas” de governar. “Este Parlamento não pode funcionar e dar cara de normalidade a uma situação como essa”, completou.
Bancada do PSB
A deputada Janete Capiberibe (PSB-AP) também informou que a Executiva Nacional do partido, em reunião no último sábado, decidiu apoiar a saída do presidente da República, Michel Temer, “para vencer a crise de governabilidade do País”.
A deputada disse ainda que, caso não haja renúncia, o partido vai defender a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 227/16, que permite eleições diretas para a Presidência da República em caso de vacância do titular. “O nosso partido defende diretas já. Vamos às ruas e vamos eleger um novo presidente da republica.”
Defesa do governo
Em defesa do atual governo e da permanência de Temer, o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) desqualificou o empresário Joesley Batista chamando-o de “delinquente” e “bandido”. Perondi disse ainda que o presidente Michel Temer foi alvo de uma “emboscada” e pediu à oposição que vote as medidas provisórias que constam da pauta.
“O Brasil vai continuar produzindo, o juro vai continuar caindo e este Congresso vai continuar votando matérias importantes”, disse Perondi, dirigindo-se a trabalhadores que possuem contas inativas no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
A Medida Provisória 763/16, que permite o saque de contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), é o primeiro item da pauta da segunda sessão extraordinária do dia, iniciada há pouco.

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