março 18, 2015

Dnocs diz que açudes do Sertão da Paraíba estão com níveis mais baixos da história

Falta de chuvas vem deixando mananciais secos ou quase secos e preocupação maior é com o abastecimento d água das cidades paraibanas, principalmente as localizadas no Sertão.
Reprodução/Portal Alto Sertão
Açude Coremas - Mãe d'água
O engenheiro civil do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), André Sarmento, disse na tarde dessa terça-feira (17) que os açudes do Sertão do estado estão com os níveis mais baixos da história. As chuvas recentes ainda não têm sido suficientes.

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"Todos os reservatórios estão com um nível nunca visto desde a construção e a situação é preocupante", revelou. Dos cerca de 42 açudes construídos pelo Dnocs em todo estado, 18 deles estão localizados no Sertão.
Segundo análises do órgão, a situação atinge desde o mais velho, o Açude Grande, em Cajazeiras, cuja construção foi concluída em 1916, até o mais novo manancial, o Lagoa de Arroz, entre Cajazeiras e Bom Jesus, construído pelo Dnocs em 1987.

De acordo com o monitoramento da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), o açude Lagoa de Arroz tem capacidade para 80 milhões de metros cúbicos de água e está atualmente com 8 milhões, ou seja 10% de sua capacidade.

O açude Coremas, maior manancial do Sertão, com capacidade para 591,6 milhões de metros cúbicos e que abastece mais de 20 cidades da Paraíba e mais alguns municípios do Rio Grande do Norte, está com 101,8 milhões de metros cúbicos, ou seja, pouco mais de 17% da capacidade.

De acordo com André Sarmento, o açude Coremas se une ao Mãe D'Água quando as duas barragens estão com níveis satisfatórios e os dois juntos chegam a mais de 1 bilhão de metros cúbicos de capacidade, mas desde 2012 que os mananciais estão separados e com níveis muito baixos. O Mãe D'Água está com apenas 19% da capacidade, de acordo com dados da Aesa.

do portalcorreio

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