julho 24, 2013

Batinga cobra ação da classe política contra fechamento do terminal da Petrobrás do Porto de Cabedelo


O deputado Carlos Batinga (PSC) cobrou, nesta quarta-feira (24), durante pronunciamento na Assembléia Legislativa da Paraíba (ALPB), mobilização da classe política contra o fechamento do terminal de distribuição da Petrobrás no Porto de Cabedelo, que corre o risco de ser transferido para Suape, em Pernambuco. Nesta terça-feira (23), o presidente da ALPB, deputado Ricardo Marcelo (PEN), determinou a criação de uma com o objetivo de reivindicar do governo federal a permanência do terminal.
No entanto, o deputado, além da Comissão, os deputado estaduais precisam acionar a bancada federal paraibana em Brasília para evitar o fechamento, que, segundo ele, acarretará prejuízos enormes para o Estado. “Além da Comissão, temos que acionar a bancada federal paraibana, na pessoa do senador Vital Filho, que tem um papel importante no Congresso, para tomar medidas visando que isto não ocorra”, disse.
“É um prejuízo imensurável para a Paraíba este fechamento de distribuição aqui em Cabedelo. Infelizmente temos que ver cada vez mais a Paraíba vivendo a reboque do estado de Pernambuco. É um prejuízo grande, tem que ter uma luta política grande, pois é uma medida extemporânea, que visou somente à comodidade da Petrobrás, sem observar o prejuízo econômico do nosso Estado”, acrescentou.
Batinga também destacou que se o fechamento for efetivado as atividades do Porto de Cabedelo terá uma diminuição considerável, já que quase metade das cargas que passam pelo entreposto paraibano é de combustíveis, além de encarecer preços de vários produtos e serviços. “Se isso acontecer, o Porto vai perder 40% das receitas, o que pode prejudicar vários outros segmentos da economia, lamentou.

Governo realiza capacitação de instrutores de dez cidades do sertão paraibano

O Centro de Apoio à Criança e ao Adolescente (Cendac), com apoio do Governo do Estado, realizará, nesta quarta-feira (24), o segundo encontro de capacitação de instrutores, no auditório da Secretaria de Educação do município de Pombal. A ação dá continuidade ao projeto Construindo Cidadania através da Qualificação Profissional e do Empreendedorismo. 
O encontro reunirá instrutores e secretários de Ação Social de dez municípios. São eles: Pombal, Cachoeira dos Índios, Cajazeiras, Catolé do Rocha, Igaracy, Juru, Nazarezinho, Princesa Izabel, Santa Luzia e Uirauna. A capacitação também será realizada em mais dois pólos: no dia 2 de agosto, será a vez de Guarabira; e dia 8, em Campina Grande. 
Durante o evento será apresentado o manual de execução no qual os convidados poderão esclarecer suas dúvidas a respeito do projeto. “Esse encontro antecede o início das aulas dos cursos profissionalizantes nessas cidades. Serão explicados a metodologia da capacitação em relação à falta dos alunos, preenchimento do diário de classe e conclusão dos cursos”, informou a coordenadora pedagógica do Cendac, Lourdes Barros. 
O encontro contará com a presença da prefeita de Pombal, Pollyana Dutra; do presidente da Câmara Municipal, Rogério Martins; da gerente da 13° regional de ensino, Ione dos Santos, além de representantes do Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Empreender-PB. 
Esse é o segundo encontro de Pólos. O primeiro foi o Pólo Litoral realizado em João Pessoa. “A grande novidade desse ano é que nós estaremos, ao final do curso, entregando certificado também aos instrutores,” destacou a presidente do Cendac, Valquíria Alencar. 
Durante os meses de junho e julho o Cendac realizou inscrições em 35 municípios do Estado, totalizando 3.500 vagas.

Dominguinhos morre aos 72 anos em hospital de São Paulo

Músico lutava havia seis anos contra um câncer de pulmão.
Ele havia sido transferido para a capital paulista em 13 de janeiro.

SELO DOMINGUINHOS (Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem/AE)
Dominguinhos morreu nesta terça-feira (23), aos 72 anos, no Hospital Sírio-Libanês, emSão Paulo. Ele lutava havia seis anos contra um câncer de pulmão. De acordo com o hospital, o músico morreu às 18h em decorrência de complicações infecciosas e cardíacas. Segundo amigos da família, o velório teria início a partir das 2h desta quarta (24) na Assembleia Legislativa de São Paulo, na região do Ibirapuera, Zona Sul da capital. Mas até 5h30, o corpo do sanfoneiro não havia chegado ao prédio.
Ao longo do tratamento, ele desenvolveu insuficiência ventricular, arritmia cardíaca e diabetes. Dominguinhos foi transferido para a capital paulista em 13 de janeiro. Antes, esteve internado por um mês em um hospital no Recife. A filha do músico, Liv Moraes, confirmou nesta segunda-feira (22) que o cantor havia voltado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) porque o estado de saúde dele tinha piorado.
Considerado o sanfoneiro mais importante do país e herdeiro artístico de Luiz Gonzaga (1912-1989), José Domingos de Morais nasceu em Garanhuns, no agreste de Pernambuco. Conheceu Luiz Gonzaga com 8 anos. Aos 13 anos, morando no Rio, ganhou a primeira sanfona do Rei do Baião, que três anosInstrumentista, cantor e compositor, Dominguinhos ganhou em 2002 o Grammy Latino com o “CD Chegando de Mansinho”. Ao longo da carreira, fez parcerias de sucesso com músicos como Gilberto Gil, Chico Buarque, Anastácia e Djavan.
Ainda criança, Dominguinhos tocava triângulo com seus irmãos no trio “Os três pinguins”. Quando ele tinha 8 anos, foi “descoberto” por Gonzagão ao participar de um show em Garanhuns. A “benção” lhe foi dada pelo rei do baião quanto tinha 16 anos.
 Dominguinhos durante apresentação em São Luis do Paraitinga em 2011. (Foto: José Patrício/Estadão Conteúdo)Dominguinhos em apresentação em São Luís do
Paraitinga (Foto: José Patrício/Estadão Conteúdo)
“Gonzaga estava divulgando para a imprensa o disco 'Forró no Escuro' quando ele me apresentou como seu herdeiro artístico aos repórteres”, lembrou-se Dominguinhos em entrevista ao G1 no fim de 2012. “Foi uma surpresa muito grande, não esperava mesmo.”
De acordo com ele, o episódio aconteceu somente três anos depois de sua chegada ao Rio, acompanhado do pai, o também sanfoneiro Chicão. Mudaram-se para a cidade justamente para encontrar Luiz Gonzaga. “Em cinco minutos, ele me deu uma sanfona novinha, sem eu pedir nada”, prosseguiu. Naquele período, Dominguinhos saiu em turnê com o mestre para cumprir a função de segundo sanfoneiro e, eventualmente, de motorista.
Centenário de Gonzagão
No fim de 2012, Dominguinhos se dedicou ativamente às celebrações dos cem anos do nascimento de Luiz Gonzaga. Durante um show no dia centenário, 13 de dezembro, realizado na terra natal do músico, Exu (PE), Gilberto Gil comentou: “Dominguinhos teve a herança do Gonzaga, que ele incorporou, através das canções, dos estilos, o gosto pelo xote, xaxado”. 
Para Gil, no entanto, Dominguinhos soube trilhar um caminho próprio. “Dominguinhos foi além, em uma direção que Gonzaga não pôde, não teve tempo. Ele foi na direção do início de Gonzaga, o instrumentista, da época das boates do Mangue, no Rio de Janeiro, quando ele tocava tango, choro, polca, foxtrot, tocava tudo, repertório internacional, tudo na sanfona. ” mais tarde o consagrou como herdeiro artístico.
G1

Nonato Bandeira: "Duda Mendonça foi contratado por determinação do governador Ricardo Coutinho"



O vice-prefeito de João Pessoa, Nonato Bandeira, disse achar muito estranho o governador Ricardo Coutinho vir a público, ao se defender das acusações da Polícia Federal no inquérito sobre o programa 'Jampa Digital', negar que tenha sido o responsável pela contratação do publicitário Duda Mendonça em 2010, atribuindo tal decisão a Nonato, à época coordenador de sua campanha e do vice Rômulo Gouveia ao Governo da Paraíba.

 "É absolutamente natural e fundamental que uma campanha política contrate uma agência de marketing e pague pelo trabalho de sua equipe. Tudo dentro da legalidade, é claro. E essa é uma decisão tão importante tomada por um candidato majoritário que dela pode depender o resultado das eleições. A última palavra sempre é do cabeça de chapa. E se tratando de Ricardo então, que nunca foi de terceirizar decisões mesmo nas maiores adversidades, jamais ele abriria mão de bater o martelo na hora das definições. Por isso estranho esse seu comportamento atual e ainda por cima de caráter retroativo", analisou Nonato Bandeira.

Na época da disputa de 2010, recorda o vice-prefeito, algumas opções de agências foram apresentadas: duas paraibanas, uma de Pernambuco e a Duda Mendonça. "Depois de ouvir os membros da coordenação da campanha, todos escolhidos por ele, Ricardo optou por Duda Mendonça pela sua reconhecida capacidade técnica e também pela necessidade de se criar um fato político de impacto, já que as pesquisas, os partidos e as adesões só favoreciam ao então governador José Maranhão. E eu concordei com ele e advoguei a tese".

Sobre seus contatos com Duda Mendonça, Nonato informou que ambos tratavam apenas das estratégias de comunicação. "Eu só conheci Duda, na verdade, quando ele já estava contratado pelo financeiro da campanha e veio apresentar as peças publicitárias em um hotel de João Pessoa. Em todas as campanhas majoritárias (2004, 2006, 2008, 2010 e 2012) que integrei as coordenações jamais cuidei de recursos financeiros. Só cuido de duas coisas: política e comunicação", afirmou.