julho 17, 2013

Popularidade da presidente Dilma volta a cair

Pesquisa divulgada pela CNT revela queda de 22,9 pontos; já a avaliação negativa subiu de 9% para 29,5%.
Um dia depois de rezar com evangélicos pelo “momento crítico” do Brasil, pesquisa aponta que a presidente Dilma Rousseff teve uma queda de 22,9 pontos na popularidade de seu próprio governo. É o que mostra a pesquisa divulgada ontem pela CNT (Confederação Nacional do Transporte).
A avaliação do governo Dilma é positiva para 31,3% dos entrevistados, que classificaram a gestão como “ótima” ou “boa”. Em junho, a soma de “ótimo” e “bom” era de 54,2%. A avaliação negativa subiu de 9% para 29,5%, se comparado os números do mês passado.
A pesquisa mostra ainda que a queda na avaliação pessoal da presidente Dilma foi ainda maior. Em junho, 73,7% consideravam o desempenho pessoal de Dilma ótimo ou bom, agora o índice é de 49,3% de aprovação.
Foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 134 municípios de 20 Estados, das cinco regiões, entre os dias 7 e 10 de julho de 2013. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Efeito das manifestações
A pesquisa apresentou também a opinião da população a respeito das manifestações de rua que tomaram conta das principais cidades do Brasil, em especial no mês de junho.
Cerca de 30,7% classificaram como negativa a atuação da presidente diante dos protestos e 24,6% avaliaram como positiva. Em relação a resposta do Congresso, 10,3% acharam positiva e 46,7% negativa.
Dos entrevistados, 84,3% aprovam os protestos e 13,9% desaprovam. A maioria (58%), contudo, declarou não ter participado das manifestações e, tampouco, intenção de ir às ruas protestar.
Também identificou, na opinião do povo, o alvo dos protestos, as principais reivindicações, os motivos do movimento, entre outros assuntos. A corrupção foi citada pela maioria dos entrevistados como a reivindicação mais importante e também como o motivo dos protestos.
Petista tem 33,4% das intenções de voto dos eleitores
Brasília (Folhapress) - Nova pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República, divulgada ontem pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), aponta que a presidente Dilma Rousseff tem 33,4% das intenções de votos dos eleitores.
A queda é de 19,4 pontos percentuais na comparação com os números registrados na pesquisa anterior, divulgada antes dos protestos que se espalharam pelo país. Os números mostram que Dilma vem perdendo apoio dos eleitores e, se as eleições fossem realizadas hoje, o segundo turno seria inevitável.
Em 11 de junho, a própria CNT mostrava que Dilma tinha 52,8% da preferência dos eleitores. Em julho de 2012, as chances da presidente se reeleger eram ainda maiores: Dilma tinha 59% das intenções de voto.
Comparando-se com os números do mês passado, Aécio Neves (PSDB), principal candidato da oposição, em segundo lugar, oscilou de 17% para 15,2% das intenções de voto, Marina Silva (Rede) surgia com 12,5% em junho e agora com 20,7%. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), havia sido citado por 3,7% dos entrevistados e agora tem 7,4% das intenções de votos.
As intenções de votos em Dilma despencaram e avançaram no caso de Marina e Eduardo Campos. A variação de Aécio permaneceu na margem de erro, que é de 2,2 pontos para mais ou para menos.
A pesquisa foi encomendada pela CNT e realizada pelo instituto MDA Pesquisa. Foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 134 municípios de 20 estados, das cinco regiões, entre os dias 7 e 10 de julho de 2013.
Esses números são da pesquisa estimulada. Na espontânea, Dilma aparece com 14,8%, Lula com 10,5%, Marina com 5,9%, Aécio com 4,9%, Eduardo Campos com 1,4%, José Serra com 1,2% e o presidente do STF, Joaquim Barbosa, com apenas 0,7%.
A pesquisa indicou ainda que Marina Silva capitalizou parte da intenção dos votos que Dilma perdeu. Também aumentou a rejeição dos políticos, medida pelo aumento de votos nulos e brancos, que saltaram de 8,4% para 17,9% em 30 dias.
O Datafolha já havia indicado, no final de junho, que Dilma teria 30% das intenções de votos para a disputa presidencial de 2014, em um cenário de disputa que inclui Marina Silva (Rede), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Nesta simulação, a petista tinha 51% das intenções de voto na pesquisa anterior, realizada nos dias 6 e 7 deste mês. Ou seja, a presidente perdeu 21 pontos em três semanas.
“PT precisa de renovação”


São Paulo (Folhapress) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva escreveu ontem que o PT precisa de renovação e, também, retomar a comunicação com os movimentos sociais após a onda de protestos que ocorreu em junho em todo o País.
“É preciso recuperar as ligações diárias com os movimentos sociais e oferecer novas soluções para os novos problemas”, disse Lula em sua coluna mensal à agência de notícias do jornal “The New York Times”.
O ex-presidente disse que discorda dos analistas que atribuem a recente onda de protestos no Brasil a uma rejeição à política. “Eu acho que é precisamente o oposto: eles [manifestantes] refletem um esforço para aumentar o alcance da democracia, para incentivar as pessoas a participar mais plenamente”, escreveu o ex-presidente.
No final de sua análise, Lula elogiou a presidente Dilma Rousseff por propor um plebiscito para realizar as reformas políticas no país e, também, por pedir um compromisso nacional para melhorar a saúde, a educação e o transporte público.

do portal correio

Papa Francisco chega ao Brasil no dia 22


Em sua primeira viagem internacional, o papa Francisco chega ao Brasil na segunda-feira, 22, para participar, no Rio de Janeiro, da Jornada Mundial da Juventude, a segunda a ser realizada na América Latina. O papa também visitará a cidade de Aparecida, em São Paulo, no dia 24, onde rezará uma missa.
Além dos compromissos oficiais da jornada –  a acolhida, a via-sacra, a vigília e a missa de envio –, Francisco terá um encontro com adolescentes infratores de instituições do Rio, visitará uma favela pacificada, ouvirá dependentes químicos, além de reunir-se com a presidente Dilma Rousseff.
Até domingo, 21, São Paulo abrigará uma série de atividades direcionadas a peregrinos que visitam a cidade para a Semana Missionária, uma espécie de "esquenta" para a Jornada. A programação inclui missas em línguas estrangeiras, visitas a santuários e museus, além de vigílias com participação de DJs católicos, padres cantores e o cardeal d. Odilo Scherer. São esperadas 15 mil pessoas, de mais de 50 países.


População está dividida sobre vinda de médicos estrangeiros ao Brasil


BRASÍLIA - A população brasileira está dividida em relação ao apoio à vinda de médicos estrangeiros ao Brasil, segundo pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira, 16. São a favor da importação desses profissionais 49,7% dos entrevistados e 47,4% são contra essa iniciativa. 

Visita do papa ao Brasil custará R$ 118 milhões para os cofres públicos.



O papa Francisco virá ao Rio e Aparecida (SP) no próximo mês de julho, e isso custará R$ 118 milhões em gastos públicos, incluindo verba federal, estadual e municipal. A contabilidade foi feita pelo jornal "O Globo" e publicada em sua edição deste sábado (11).
Só o governo federal desembolsará R$ 62 milhões, sendo que R$ 30 milhões serão só para as ações de segurança ao redor do sumo pontífice. O efetivo será de 10.700 homens, com a maioria dele sendo das Forças Armadas. A Igreja vai colaborar com a contratação de 2.000 seguranças particulares.
A Prefeitura do Rio e o governo estadual gastarão R$ 28 milhões cada um de seus orçamentos para a vinda papal.
As autoridades justificam o gasto por conta da mobilização popular para o evento --a visita do papa faz parte da 26ª Jornada Mundial da Juventude, que acontece de 23 a 28 de julho no Rio. A expectativa é que dois milhões de peregrinos se desloquem para a cidade.
Entre os gastos estão também as 4 milhões de hóstias que serão distribuídas durante os seis dias da Jornada. Elas serão fabricadas por seis fornecedores em todo o país.