abril 03, 2013

16 vereadores disputarão vagas na ALPB

Sete parlamentares da Capital e nove de Campina Grande já ampliam redutos para assegurar os votos necessários.

Raíssa Lacerda
Vereadora Raissa Lacerda.


Apesar de favoritos, os deputados estaduais que disputarão a reeleição em 2014 vão enfrentar candidatos muito fortes oriundos das Câmaras de João Pessoa e Campina Grande, os dois maiores colégios eleitorais da Paraíba. Serão pelo menos 16 candidatos: sete em João Pessoa e nove em Campina Grande.  É bom que os atuais donos de mandatos se preparem porque os futuros possíveis candidatos estão ampliando suas bases e já trabalham como se estivessem em campanha, neste ano pré-eleitoral. 

Em João Pessoa, pelo menos sete vereadores estão atuando como se já estivessem em campanha eleitoral: Raíssa Lacerda (PSD), Zezinho do Botafogo (PSB), Fernando Milanez (PMDB), Elisa Virgínia (PSDB),  Bira Pereira (PSB), Raoni Mendes (PDT) e Bruno Farias (PPS). Em João Pessoa, ainda se fala na possibilidade do vereador Djanilson Fonseca ser candidato a deputado federal. 

Em Campina Grande, outros  nove vereadores têm atuado como pré-candidatos a deputado estadual. São eles: Nelson Gomes (PRP), Bruno Cunha Lima (PSDB), Tovar Correia (PSDB), Joia Germano (PRP), Inácio Falcão (PSDB), Metuzelá Agra (PMDB), Olímpio Oliveira (PMDB), Rodrigo Ramos (PMN) e Napoleão Maracajá (PC do B). É possível que outros vereadores de João Pessoa e Campina Grande também apresentem seus nomes como pretensos candidatos a deputado estadual em 2014. 

Nas últimas décadas, as Câmaras das duas maiores cidades do Estado revelaram lideranças políticas que enfrentaram as urnas como candidatos a deputado estadual, deputado federal, prefeito e vice e se deram muito bem. 

Da Câmara de Campina Grande, saiu Veneziano Vital do Rêgo para ser prefeito duas vezes. Também saíram os deputados Guilherme Almeida e Daniella Ribeiro, além do hoje ministro Aguinaldo Ribeiro (Cidades). Aguinaldo saiu de vereador para deputado estadual, depois foi federal e chegou a ministro. 

Isso sem falar em Walter Brito Neto, que chegou a ser deputado federal quando Ronaldo Cunha Lima renunciou ao mandato para não ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal, por ter atirado duas vezes contra o ex-governador Tarcísio Burity, na chamado caso Gulliver, em 5 de novembro de 1993. Na época, Ronaldo era governador.  

Ele renunciou ao mandato de deputado federal em 31 de outubro de 2007, abrindo vaga para Walter Brito Beto, que foi cassado pouco tempo depois por infidelidade partidária. Era filiado ao então PFL (hoje Democratas) e mudou de partido, filiando-se ao PRB.

do portal correio

Agricultores protestam contra juros do BNB jogando restos de animais em frente à agência

Mais de 110 mil agricultores estão inadimplentes e os nomes foram incluídos no Sistema de Proteção de Crédito.


Carcaças expostas durante protesto
Cerca de 100 agricultores da região do Brejo da Paraíba realizaram uma manifestação pacífica nesta quarta-feira (3), em frente à sede do Banco do Nordeste (BNB), na cidade de Guarabira (na região do Brejo paraibano, a 98 quilômetros de João Pessoa). Eles denunciaram as taxas de juros, que consideram abusivas, das dívidas de empréstimos que contraíram para subsidiar as lavouras que foram devastadas pela seca. Mais de 110 mil agricultores na Paraíba estão inadimplentes e os nomes foram incluídos no Sistema de Proteção de Crédito.
Durante o protesto, os manifestantes espalharam uma caçamba de carcaças e ossos de animais que morreram em virtude da escassez da água. Segundo Jair Pereira, presidente da Associação dos Mutuários do Crédito Rural do Estado da Paraíba, o BNB “vem praticando diversas irregularidades com o pequeno agricultor e com o pequeno criador de animais no tocante a cobrança de juros”.
“Um agricultor que é deficiente físico e tem 71 anos fez um empréstimo de R$ 21.436,31, em 2007. Ele pagou ao BNB R$ 3.405,00, para renegociar sua divida de acordo com a lei 11.322. O BNB recebeu o dinheiro, não fez a renegociação e não devolveu o dinheiro ao agricultor. O banco cobra dele ilegalmente R$ 138.287,99”, disse o presidente.
O representante da associação adiantou que vai acionar o Governo Federal para um possível perdão da dívida. “Há um tratamento diferenciado no banco. Muitos pecuaristas que deviam cerca de R$ 200 mil tiveram a dívida perdoada enquanto os pequenos agricultores são cobrados diariamente para quitar o débito. É impossível a pessoas que perdeu tudo com a seca ter com pagar a dívida”, disse Jair Pereira, defendendo uma auditoria rigorosa no Banco do Nordeste.
A associação agendou um novo protesto para o dia 19 de abril, na cidade de Campina Grande, no Agreste paraibano.
Durante reunião com os governadores do Nordeste, a presidenta Dilma Rousseff, garantiu que as dívidas adquiridas pelos agricultores junto ao BNB para a compra de sementes terão prorrogação de 10 anos para pagamento, a partir de 2016 no caso dos agricultores familiares. A decisão da presidente surpreendeu os governadores que pediam o perdão da dívida.
“Não é possível que a economia dos Estados nordestinos continue sofrendo dessa forma com a queda da produção agrícola e a perda dos rebanhos. Por isso, vamos pedir o rolamento das dívidas e a liberação de recursos para que o produtor possa sair da crise investindo”, explicou, o governador do Estado, Ricardo Coutinho.
A reportagem tentou contato com a assessoria de imprensa do banco no Estado, mas ninguém atendeu aos telefonemas.

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