abril 29, 2013

Maranhão diz que não existe dualidade dentro do PMDB

Ex-governador garante que diretórios nacional e estadual estão em sintonia.

José Maranhão
O ex-governador e presidente do PMDB da Paraíba, José Maranhão, disse que os diretórios estadual e nacional estão em sintonia absoluta. Ele afastou qualquer possibilidade de interferência da instância superior nas discussões da eleição de 2014 na Paraíba. 

Após conquistar, pela primeira vez, a prefeitura de João Pessoa, o PT já ensaia uma candidatura própria para o governo. Apesar de já ter formado um bloco com o PSC e o PP, ainda não definiu quem será o candidato do grupo.  

“Não estou vendo uma candidatura do PT. Escuto falar que eles terão candidatura própria. Quem é o candidato do PT?”, indagou José Maranhão. “Enquanto essa pergunta não tiver resposta, não há dualismo no PMDB”, completou.

Maranhão não descartou a possibilidade de os dois partidos marcharem juntos em 2014. “Nada impede de fazermos uma aliança com o PT. Agora, ainda está muito longe para definirmos as coligações. Se pudermos fazer aliança é claro que iremos fazer e não tenho dúvida que será uma união vitoriosa”, disse.  

Maranhão declarou que a orientação da Executiva Nacional é de lançar candidatura própria em todos os estados. O problema é que, no cenário nacional, a legenda é aliada do PT e ocupa a vice-presidência. No Estado, a relação entre peemedebistas e petistas já não é mais tão harmônica, como foi há algum tempo, diga-se a algumas eleições.

Em 2006, o PT indicou o então vereador e atual prefeito da Capital, Luciano Cartaxo, para ser o companheiro de chapa de Maranhão, na condição de vice, na disputa pelo governo do Estado. Eles perderam a eleição, mas assumiram o Poder Executivo após a cassação de Cássio Cunha Lima (PSDB). 

Em 2010, a parceria se repetiu, mudou apenas o candidato a vice, que desta vez foi o ex-deputado e presidente estadual do PT, Rodrigo Soares. A tentativa de reeleição foi frustrada pela vitória do ex-prefeito da Capital Ricardo Coutinho (PSB), que se elegeu governador com o apoio expressivo do PSDB e do DEM.

Ruy Carneiro: em eleição pode tudo
O deputado federal e presidente estadual do PDSB, Ruy Carneiro, afirmou que estrategicamente, todas as legendas que tem candidatos a presidente da República, querem ter também um candidato ao governo em todos os estados ou mesmo figurar nas chapas majoritárias. A explicação é simples: candidato a presidente e a governador pedem voto para o mesmo número, o que ajuda a massificar as candidaturas. No caso do PSDB, Ruy afirma que a decisão sairá somente em meados de abril do próximo ano.

“Isso é um raciocínio muito simples, a eleição que predomina é a eleição principal de presidente da República e logicamente quando o partido tem um candidato a presidente, ele tem que ter um palanque nos estados. Isso é montado dentro da estratégia do partido de que em todo estado ou de preferência na maioria deles, se monte um palanque, de preferência com um candidato a governador, não necessariamente, mas de preferência, para que o candidato a presidente venha a participar momentaneamente da campanha em determinado estado”, disse.

E continuou: “Inclusive é interessante você ter candidatos a governador nos estados porque o número do candidato a presidente que vai para a televisão é o mesmo número do candidato a governador se forem do mesmo partido. Por isso muitas vezes, de forma geral, entre todos os partidos, a insistência do candidato a presidente para que tenha candidato a governador nos estados”.

Seguindo a lógica, ele afirma que a tese não só da Executiva do PSDB, mas de todos os partidos, é de ter candidato próprio, o que, segundo ele, só será decidido no ninho tucano em 2014. “O PSDB vai decidir isso só em 2014. Isso não é um assunto que vá ser tratado agora. A primeira decisão é se o partido tem candidatura própria ou se vai se coligar. Não é decisão de Ruy Carneiro. É decisão do diretório que tem representantes em todos os quadrantes do Estado. Depois logicamente a questão de nome, que o principal é o Cássio. Aí tem que ver se ele quer, se não quer. Existe também muitos que defendem a manutenção da aliança com o PSB. Tudo será analisado no ano da eleição, daqui a um ano, mais ou menos”, garantiu.

De acordo com Ruy Carneiro, em eleição “tudo pode acontecer”, até mesmo adversários estarem unidos por um objetivo em comum. “Tudo pode, veja que na eleição passada tinha a candidatura a presidência de Serra e o PSDB aqui fez coligação com o PSB, que inclusive votava em Dilma. Mas Cássio, como candidato a senador, montou um palanque para quando Serra veio aqui. A prioridade dos partidos é que tenha candidato a governador ou pelo menos participar da chapa, pois eles buscam ter um palanque. Isso não é estratégia só do PSDB, é de todos os partidos”, declarou.

do portal correio

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