março 05, 2013

Em entrevista a 98FM, ao vivo, Dilma garante que água da transposição chega em Cajazeiras em 2014

Dilma Rousseff negou que a Paraíba tenha recebido menos atenção do Governo Federal, em comparação a outros estados e anunciou a construção de nove escolas técncia.



 Fabiano Gomes entrevistando a presidente DilmaDilma Rousseff
Em entrevista exclusiva a 98 FM, do Sistema Correio de Comunicação, a presidenta da República, Dilma Rousseff, previu que o Eixo Norte da transposição do São Francisco esteja pronto no terceiro trimestre de 2014. Este é o eixo que levará água da transposição ao açude de Engenheiro Ávidos, no município de Cajazeiras (na região do Alto Sertão da Paraíba, a 482 quilômetros de João Pessoa)."Estamos fazendo uma efetiva intervenção par combater a seca na Paraíba. A água vai chegar nas casas das pessoas", afirmou.

Dilma Rousseff estranhou que empresários contratados para construção do canal tenham dito na imprensa paraibana que alguns trechos da obra estão abandonados. "Eu acho estranho que eles falem isso, porque eles não falam para mim. Nós revisamos todos os projetos para dar mais eficiência e garantia. Fizemos ajustes técnicos e reorganizamos as obras em etapas. Até junho de 2013, vamos dobrar o número de empregados nas obras, com mais 4 mil, dobrando para 8 mil. Dos 16 lotes, um está concluindo, o canal de aproximação do Eixo Norte. Onze estão em atividades", afirmou.

A entrevista foi concedida de Brasília (DF), por telefone, e retransmitida por uma cadeira de emissoras de todo o estado da Paraíba. A presidenta garantiu que as obras da transposição foram retomadas em maio passado elas estão sendo concluídas por trechos. "O eixo Norte, por exemplo, que vai captar água no São Francisco e levar água ao Engenheiro Ávidos fica pronto até o terceiro trimestre de 2014. O eixo Leste, que  vai ter 215 quilômetros, é quem vai levar a Poções, chegando a Monteiro", disse.

No trecho Leste, segundo a presidenta, vai ter os seus 90 quilômetros prontos também no terceiro trimestre de 2014, porque é uma obra mais curta.


Dilma Rousseff negou que a Paraíba tenha recebido menos atenção do Governo Federal, no que se refere a investimentos, em comparação com os estados de Pernambuco e Rio Grande do Norte. "Eu acredito que a Paraiba está recebendo aproximadamente os mesmos investimentos que estamos fazendo nos outros estados. Está fazendo pelo PAC em torno de R$ 6,2 bilhões em obras estruturantes", observou.

Ela citou alguns desses investimentos do Governo Federal, que considera como obras estruturantes. Citou o que foi liberado para o perímetro irrigado das várzeas de Sousa, a duplicação da BR 101 no trecho que corta a Paraíba, a construção da segunda etapa da adutora do Congo, a usina termoelétrica de Campina Grande e a segunda etapa do sistema de 112 quilômetro das vertentes litorâneas, que ela visitou nesta segunda (04) em Itatuba, ao lado do governador Ricardo Coutinho, do ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, e do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo.

Segundo ela, o Governo Federal gasta em torno de R$ 2,2 bilhões para retirar 650 mil paraibanos da situação de extrema pobreza. "Não considero que a Paraíba tenha uma situação inferior aos demais estados. Acho inclusive que aí vai ter projetos de outros estados com localização da moradia de muitos desses empresários, engenheiros e operários", comentou.

A presidenta garantiu a implantação do VLT da região metropolitana de João Pessoa e disse ter ficado impressionada com investimentos privados com Campina Grande. "A Paraíba está num processo de aceleração do crescimento", disse.

Dilma Rousseff anunciou que serão construídas mais nove escolas técnicas na Paraíba ainda no seu governno. "Eu acredito que a educação profissional é um dos fatores mais fundamentais para aumentar a competitividade do país. Por isso nós vamos construir mais escolas técnicas", afirmou.

De acordo com Dilma, várias medidas emergências foram destinadas para diminuir os efeitos da seca no Nordeste. Ela lembrou que esteve reunida com os governadores dos nove Estados, com quem discutiu o problema. A presidenta afirmou que foram investidos mais de R$ 5 bilhões nas ações emergenciais.
“Apesar de nós acharmos que carros pipas não é a forma certa de tratar a seca, por isso investimos em ações estruturantes, chamamos o exército e investimos em ação emergenciais. Também instalamos cisternas. A meta é construir mais de 750 mil cisternas no Nordeste. Para Paraíba a meta PE mais de 22 mil cisternas”, contou. Outros programas emergenciais citados por Dilma foram: o Bolsa Estiagem, Seguro garantia Safra, além do Governo “ter colocado a disposição aos agricultores um crédito emergencial”.
Ainda tratando da seca, Dilma declarou que recebeu a solicitação feita pelo deputado Efraim Filho (DEM), em que pede que as dívidas dos agricultores sejam quitadas. “Nós estamos sensibilizado para a quitação da dívida dos agricultores. Isso foi um pleito que foi entregue e estamos analisando. Estamos fazendo tudo para diminuir os efeitos nocivos da seca”.
A presidenta da República não considera que demorou muito a visitar a Paraíba e disse que chegou no tempo certo, porque tinha o que anunciar. "Não acho que demorei muito a ir na Paraíba. Já tinha outras vezes como ministra. Aconteceu que eu queria ir levando presentes para o Estado", frisou.

A entrevista da presidenta Dilma Rousseff, por telefone, começou as 8h10. Com exclusividade, ela fala do Palácio do Planalto, em Brasília, com os radialistas Fabiano Gomes, da 98 FM, em João Pessoa; e Arquimedes de Castro, da Campina FM, em Campina Grande. 

do portal correio

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