março 21, 2013

Cássio cobra ações imediatas do Governo no combate à seca no Nordeste.



Senador foi enfático ao dirigir-se à presidente Dilma Rousseff. “A seca mata silenciosamente e toda a região está morrendo. A situação é gravíssima”.


Em discurso no Senado, na tarde desta quarta-feira, 20, o senador Cássio Cunha Lima cobrou medidas urgentíssimas por parte do Governo Federal para diminuir o sofrimento com a seca que atinge cerca de 10 milhões de pessoas nos nove estados da região Nordeste. Ele reconheceu os avanços realizados pelo Governo e elogiou o programa Bolsa Família que assiste aos flagelados. No entanto, classificou as ações do Estado para o combate à fome como “insensíveis, inoperantes, distantes e de abandono ao Nordeste.
O senador do PSDB dirigiu-se diretamente à presidente Dilma Rousseff, “algo que habitualmente não faço”. “Presidente, lembre-se do Nordeste, pois região está sendo punida de forma grave”, disse Cássio ao cobrar ações efetivas do Governo.
Quando o Governo sustenta seus argumentos somente nos seus programas sociais, não elevamos o nível do debate nem muito menos nos aprofundamos para a realidade vivida pelo médio produtor rural, este, sim, absolutamente abandonado e esquecido”, afirmou durante sua fala.
O cenário descrito pelo senador é desolador: carcaças dispostas na beira das estradas pela população e famílias perdem suas plantações e a sua criação de animais após anos de dedicação à agricultura e a pecuária. Cássio Cunha Lima fez referência Manoelito Dantas Villar primo do escritor Ariano Suassuna dono da fazenda Carnaba, em Taperoá, no Cariri paraibano. “A família do fazendeiro desenvolveu, ao longo de mais de um século, cabeças de gado capazes de se adaptar à escassez de chuvas, uma genética queque se adaptou bem à região. Porém, diante da gravidade dessa seca esse rebanho está morrendo de sede e essa genética corre risco de desaparecer, explicou o senador.
Em aparte, a senador José Agripino Maia (DEM-RN) classificou o discurso de Cássio Cunha Lima como “absolutamente verdadeiro”. O senador potiguar foi solidário e também mostrou preocupação com cidades do seu estado como Mossoró, Pau dos Ferros e Caicó. “O ganha pão das pessoas está desaparecendo. Bolsa Família não é tudo”, disse.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Meteorologia, apesar das recentes chuvas no agreste e sertão paraibano, elas ainda são irregulares e insuficientes para encher os açudes maiores. O índice pluviométrico do estado é mais acentuado entre os meses de fevereiro e maio. De um total de 122 reservatórios d’água monitorados pela Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA), 68 tem capacidade superior a 20%, 39 estão em estado de observação (menos de 20%) e 15 em situação crítica, com menos de 5% de seu volume máximo.


Assessoria do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)

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