novembro 29, 2012

Após 10 anos, Luíz Felipe Scolari volta a comandar o Brasil

Pentacampeão com a “Família Scolari’, técnico será apresentado hoje e terá Parreira na coordenação.

 Felipão
Dez anos após conduzir a seleção brasileira ao pentacampeonato mundial no Japão e na Coreia do Sul, o técnico Luiz Felipe Scolari está de volta ao comando do combinado nacional. O anúncio oficial e a apresentação do treinador ocorrerão hoje de manhã, às 10h30, na sede da CBF.
Escolhido para substituir Mano Menezes, surpreendentemente demitido na última sexta, Felipão volta à seleção com total apoio dos dirigentes paulistas que dirigem atualmente a CBF (Confederação Brasileira de Futebol): o presidente José Maria Marin e o vice Marco Polo del Nero (que também é presidente da Federação Paulista).
O último entrave para a contratação de Scolari foi vencido nas últimas horas. Marin indicou um nome -que permanece em sigilo- para integrar a comissão técnica, mas Felipão se recusou a acatar o pedido do presidente. O cartola recuou, e o acordo entre as duas partes foi sacramentado.
Felipão vem sendo sondado pelos cartolas desde agosto, quando o Brasil foi vice-campeão dos Jogos Olímpicos de Londres. “Quando o Brasil caiu nas Olimpíadas, os escudeiros do Felipão aqui dentro [do Palmeiras] já falavam que precisariam procurar apartamento no Rio [sede da CBF]. O Felipão e o Galeano morriam de dar risadas. Desde aquela época, o Felipão já fala que é sondado”, disse à reportagem um funcionário do Palmeiras ainda ligado ao técnico. “Hoje o pessoal aqui comemorou. Agora estão na expectativa de irem junto”.
Desgaste entra em evidência
Cotado para a vaga de Mano antes mesmo da queda de seu conterrâneo gaúcho, o treinador de 64 anos reassume o comando do Brasil empurrado pelo apoio popular, mas desgastado por seus últimos trabalhos à frente de clubes e seleções.
 Após conquistar o pentacampeonato com o time brasileiro em 2002, Scolari transferiu-se para a seleção de Portugal, onde seu principal mérito foi recolocar os lusitanos no mapa mundial graças ao vice-campeonato da Eurocopa 2004 e ao quarto lugar na Copa do Mundo de 2006.
Depois de deixar Portugal, porém, Felipão não voltou a ter êxito por onde passou. No Chelsea, foi derrubado internamente menos de um ano após assumir o comando da equipe inglesa. Em 2009, migrou para o inexpressivo futebol uzbeque, onde dirigiu o Bunyodkor.
O retorno ao futebol brasileiro se deu no segundo semestre de 2010, quando Scolari reassumiu o Palmeiras que ele mesmo havia conduzido aos títulos da Copa do Brasil-1998 e da Libertadores-1999. A nova passagem, porém, não foi frutífera. Apesar de conquistar a Copa do Brasil neste ano, Felipão foi demitido durante o Campeonato Brasileiro e foi apontado como um dos principais responsáveis pelo rebaixamento do time alviverde à Série B.
Na seleção, Felipão teve um excelente aproveitamento. Em 24 jogos ele conseguiu 18 vitórias, um empate e cinco derrotas.
Romário faz críticas e elogios
Romário se dividiu entre críticas e elogios ao comentar os rumores de que Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira devem ser anunciados hoje de manhã como técnico e coordenador da Seleção Brasileira, respectivamente. Os elogios, o Baixinho guardou para Parreira, seu treinador na conquista da Copa do Mundo de 1994, e Scolari. As críticas, o ex-atacante direcionou para a cúpula da CBF - formada pelo presidente José Maria Marin e o vice Marco Polo Del Nero - e para o último técnico da Seleção, Mano Menezes.“Graças a Deus, esses incompetentes da CBF acertaram pelo menos uma vez. Desejo muita sorte ao meu amigo Parreira e ao Felipão. Tenho certeza que muitas coisas erradas que aconteceram deixarão de acontecer, vai acabar o cartel das convocações. Sob a ótica deles, eles vão convocar os melhores jogadores do momento”, escreveu em sua conta no Twitter, voltando a acusar Mano de convocar atletas que pudessem trazer ao treinador benefícios financeiros.
Romário fez ainda questão de sugerir que Marin e Del Nero seguissem o exemplo do ex-diretor de seleções da CBF, Andrés Sanchéz, que abandonou o cargo na manhã de ontem. O dirigente optou por deixar o cargo após ter se posicionado contra a demissão de Mano Menezes, sem sucesso. “Depois de o Sanchéz pedir demissão, o presidente e vice da CBF poderiam pedir também”, afirmou.
O novo técnico da Seleção Brasileira será anunciado em entrevista coletiva às 10h30 (de Brasília) de hoje, na sede da CBF, no Rio de Janeiro. Embora não haja confirmação oficial, a tendência é que Scolari e Parreira assumam, respectivamente, os cargos de técnico e coordenador.
Tetracampeão Zagallo tem dúvidas sobre parceria
O anúncio oficial de que Luiz Felipe Scolari assumirá a Seleção Brasileira como treinador, após a saída de Mano Menezes, em parceria com Carlos Alberto Parreira, no cargo de diretor técnico da CBF, deixou em dúvida o tetracampeão do mundo, Mário Jorge Lobo Zagallo.
Após solenidade que homenageou o ex-goleiro Félix, morto este ano, dentro de um painel da maior feira de futebol do mundo, a Soccerex, no Rio de Janeiro, Zagallo analisou a parceria que será apresentada de forma oficial  hoje de manhã.
“Dobradinha depende muito de entendimento. Parreira e eu demos certo em 1994 (no tetracampeonato mundial nos EUA). Agora, temos um ponto de interrogação”, afirmou. “Mas eu estarei torcendo pela Seleção Brasileira”, completou.
Felipão e Parreira foram os últimos treinadores vencedores de Copa do Mundo pelo Brasil, em 2002, no Japão e Coréia do Sul, em 1994, nos Estados Unidos, respectivamente. Ambos em momento de descrédito, semelhante ao que ocorre a agora, a cerca de 18 meses para a realização do mundial da Fifa em solo brasileiro.
“Essa questão do tempo é muito relativa. Eu posso dar o meu exemplo. Eu, com três meses, assumi uma Seleção Brasileira, peguei uma equipe que jogava num 4-2-4, e em três meses eu mudei radicalmente e nós fomos tricampeões do mundo (em 1970, no México). Agora, cada um é cada um”, analisou Zagallo.
“Eu conheço o Parreira de muito tempo, é uma pessoa organizada, inteligente e eu torço muito por ele. Acredito que a CBF sabe o que está fazendo e escolheu quem achou melhor para o momento. Eu como brasileiro estarei sempre torcendo com a amarelinha dentro da minha alma”, completou.
Marin dá autonomia para o treinador
O novo técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, vai poder escolher sua comissão técnica para a Copa-2014. Ao informar a interlocutores que ele era escolhido, o presidente da CBF, José Maria Marin, disse que treinador é o encarregado de formar sua equipe de forma independente. O anúncio oficial e a apresentação do treinador ocorrerão hoje de manhã, às 10h30, na sede da CBF.
Ou seja, ele poderá escolher os preparadores físico, auxiliar e de goleiro. Mas devem permanecer o supervisor Guilherme Ribeiro e Rodrigo Paiva, na comunicação.
Está previsto para noite desta quarta-feira, em São Paulo, o encontro entre o novo técnico e o dirigente da confederação. A programação é de que os dois viajem para o Rio de Janeiro apenas na manhã da quinta-feira.
Escolhido para substituir Mano Menezes, surpreendentemente demitido na última sexta, Felipão volta à seleção com total apoio dos dirigentes paulistas que dirigem atualmente a CBF (Confederação Brasileira de Futebol): o presidente José Maria Marin e o vice Marco Polo del Nero (que também é presidente da Federação Paulista).
A intenção de Marin é anunciar também Carlos Alberto Parreira como coordenador técnico nesta quinta-feira. Ex-supervisor da seleção brasileira, Américo Faria disse aprovar a possível parceria de Scolari com Parreira na seleção brasileira.
“Temos um período hábil [até a Copa] que será facilitado até pela experiência dos dois. Já existe uma base, nomes que podem ser aproveitados. Às vezes o profissional é competente, mas ainda não conquistou os títulos. Não teria problema se fosse o caso. Eles têm os dois, são experientes e já conquistaram títulos. O que o técnico precisa é de um bom suporte da comissão técnica, para aliviar a pressão, porque é um cargo difícil”, falou.
Brasil e Itália abrem a Copa
Nove títulos mundiais estarão em campo na abertura da Copa das Confederações-2013. A Fifa confirmou  ontem que Brasil e Itália farão o jogo de abertura da competição, no dia 15 de junho, no estádio Mané Garrincha, em Brasília. O confronto foi definido porque a entidade decidiu previamente colocar a Espanha como cabeça de chave do Grupo B e tirar os italianos da chave dos vizinhos de continente. Ao mesmo tempo, o Uruguai está confirmado no Grupo dos espanhois e estreará na competição no dia 16 de junho, em Recife. “ Não podemos ter Itália e Espanha no mesmo grupo. Uruguai não pode estar na chave do Brasil, esta é a logica”,  afirmou o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke. Sendo assim, o sorteio do próximo sábado ficará um pouco esvaziado, pois só restarão as duas últimas seleções de cada grupo para serem definidas.
Amistoso
O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, confirmou, nesta quinta-feira, em São Paulo, o amistoso entre Brasil e França, no dia 9 de junho de 2013, no Mineirão. O dirigente também comentou que a Fifa negocia com a CBF outro amistoso da Seleção para o dia 2 de junho, no Maracanã. O adversário ainda não está definido.
Ingressos
A Fifa anunciou que 50 mil ingressos para a Copa serão cedidos gratuitamente à pessoas de baixa renda e beneficiários do Bolsa-Familia. Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, fez a entrega simbólica de um ingresso a Aldo Rebelo, ministro do Esporte. A medida é uma vitória pessoal de Aldo Rebelo, ministro do Esporte. Desde a época da votação da Lei Geral da Copa, Rebelo tem trabalhado para que a Copa seja o mais inclusiva possível.

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