agosto 08, 2011

Seis municípios do Coletivo dividem projeto e construção de 720 cisternas de placas com recursos do MDS

Famílias agricultoras de seis municípios da região do Coletivo Regional do Cariri, Seridó e Curimataú estão contemplados e já em construção de 720 cisternas de placas dento do Projeto de Mobilização Social de Convivência com o Semiárido, P1MC, Projeto Um Milhão de Cisternas a partir de recursos do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome(MDS) e gestão de recursos com construção dos equipamentos pela ONG Centrac, Centro de Ação Cultural.

Segundo o assessor técnico do Centrac, César Garibalde Alves de Góis, a primeira etapa da construção já teve início em municípios como Pocinhos(330 cisternas), Soledade(130), Santo André(50), São João do Cariri(130) dentre outros com mobilização de mais de 300 famílias, capacitação de gestão dos recursos hídricos com mais de 200 pessoas e um processo de construção de cerca de 50 cisternas concluídas num trabalho que vem desde junho de 2010. “Vivemos um momento também de universalização do acesso a água de beber e cozinhar pelas famílias, então o processo de mobilização das famílias vai se tornando um pouco complicado e aí a gente precisa achar aquelas pessoas que estão lá no pé da serra que ainda não tem o acesso a água de qualidade pra beber e cozinhar o que é um processo mais demorado a medida que você vai universalizando os municípios vai sendo mais demorado o processo de mobilização das famílias”, explica Garibalde ao dialogar com os ouvintes do Programa Universo Rural desta sexta-feira(05/08).

Ele informou que o trabalho é desenvolvido num processo de co-responsabilidade em que as organizações entram com mobilização, orientações técnicas dentre outras e as famílias com o processo de escavação do buraco da construção, apoio ao pedreiro com alimentação dentre outras, participação nas reuniões, divisão de trabalho que permitem o processo de construção do equipamento que é tido como instrumento inicial para a estruturação de convivência com a realidade semiárida brasileira. “Nós estamos trabalhando com 720 cisternas nessa região envolvendo mais de R$ 1 milhão de reais gerenciados de forma transparente e acho que esse é um momento ímpar em que o governo brasileiro tem investido para o 1 Milhão de Cisternas num projeto que é da sociedade civil e que tem tido um grande impacto na vida das famílias agricultoras”.

O agricultor e diretor da associação dos agricultores da Comunidade Caiçara de Pocinhos, José Maciel, disse ser um trabalho de importância fundamental iniciado enquanto ações para o desenvolvimento sustentável e de convivência com a realidade semiárida. “É uma satisfação falar nesse assunto para o nosso município porque hoje a gente está tendo um coletivo municipal do qual a gente trabalha com dez municípios juntos e onde a gente discute os problemas da comunidade e a gente se reúne todos os meses e é então que a gente discute os problemas e graças a Deus no município de Pocinhos a gente recebeu, junto ao governo federal, 330 cisternas que está sendo trabalhado em nosso município, já temos mobilizado praticamente 98% das famílias carentes do nosso município que não tem cisterna e penso que já está sendo construído como começou pela Caiçara com as cisternas que já foram construídas 20 e está construindo no Sítio Boqueirão, Malhada e todos os sítios do município de Pocinhos onde há necessidade dessa cisterna de placas”, explica o agricultor ao comentar o trabalho feito no processo de capacitação em Gerenciamento de Recursos Hídricos desenvolvido pelas entidades sociais parcerias.

Ao dialogar com os ouvintes do Programa Universo Rural da Rádio Bonsucesso de Pombal aquele agricultor falou que na atualidade o governo tem dado demonstração de sensibilidade para com a causa da sociedade trabalhadora rural com um processo de inversão nas políticas públicas que estão cada vez mais voltadas para o segmento da agricultura familiar que por longo período histórico esteve desprestigiado pelas ações governamentais. “Graças á Deus houve uma grande mudança no nosso país porque antigamente a gente sabe que não tinha nenhuma cisterna, se botava água para o ser humano era num barreiro a céu aberto e hoje está essa facilidade, a sociedade civil organizada se organizando e conseguindo o número de cisternas desse em que a gente conseguiu 330 cisternas sem nenhuma interferência política. Acho que é um grande passo que a sociedade está dando nesse sentido. Então Pocinhos fica na história para aqueles que tem bons olhos e querem ver as associações crescerem porque estão a se organizar”.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Universo Rural

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