março 25, 2011

Alexandre Garcia: 'Política externa coerente e sem emocionalismos'




O jornalista afirma que a política externa no Brasil mudou, que ela está mais realista e coerente. Ele lembra que, no discurso de posse, a presidente Dilma disse que o Brasil é contra violações em qualquer país do mundo.
A política externa do Brasil mudou. Ela está mais realista, está mais coerente. E a chefe da política externa que é presidente Dilma já havia na campanha eleitoral condenado violações de direitos humanos no Irã, quando Sakineh estava ameaçada de morrer apedrejada.

No discurso de posse, a presidente Dilma ampliou isso e disse que o Brasil é contra violações em qualquer país do mundo. Agora no Irã, a embaixadora do Brasil Maria Nazareth ao romper dez anos de recusa do Brasil em condenar o Irã por violações aos direitos humanos avisou que isso abre caminho para ações semelhantes quando forem encontradas situações similares em outros países.

Isso não tem nada a ver com o Brasil querer uma cadeira permanente no Conselho de Segurança. Tem a ver, sim, com uma política de estado sobre direitos humanos sem questões pessoais com Ahmadinejad, Chávez ou Fidel. Não tem nada a ver com agradar os Estados Unidos, afinal o Brasil não aderiu ao grupo que, de improviso e de modo confuso, decidiu ajudar a derrubar Kadhafi.

Sente-se uma política externa coerente com princípios e pragmática sem emocionalismos.

do
GLOBO.COM

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