julho 01, 2010

Greve da Justiça impede retirada de certidões e pode prejudicar registro de candidaturas no TRE


TRE quer que 30% dos serviços essenciais sejam voltados para a emissão de certidões negativas.

A greve dos servidores do Tribunal de Justiça pode prejudicar o registro das candidaturas, cujo prazo final para ser realizado é a próxima segunda-feira (05). O fato é que os candidatos precisam retirar uma certidão negativa de antecedentes criminais no TJ antes de fazerem seus registros no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que agora estuda uma possibilidade de impedir que os políticos sejam lesados pela paralisação.


O presidente do TRE, Genésio Gomes Pereira, informou que após tomar conhecimento do problema, está entrando em contato com o presidente do TJ, Luís Silvio Ramalho, para que ele faça um acordo com os servidores grevistas.

A proposta é para que o funcionamento dos 30% dos serviços essenciais obrigatórios sejam todos voltados para a emissão de certidões negativas, pelo menos, durante o período em que os candidatos necessitam da retirada do documento na justiça.

A outra possibilidade, segundo o presidente do TRE, seria a disponibilização de um documento atestando que os candidatos procuraram o Tribunal de Justiça, mas não obtiveram êxito porque os servidores estão em greve. Esse documento seria apresentado ao TRE, na ocasião do registro das candidaturas e, posteriormente, com o fim da greve, os candidatos levariam as certidões negativas.

“Eu estou mantendo contato com o presidente do Tribunal de Justiça para ver qual a melhor saída, mas na verdade o melhor mesmo era que os servidores voltassem ao trabalho”, declarou o presidente do TRE, Genésio Pereira.

Sobre a greve – A paralisação dos servidores do Judiciário vai completar um mês na próxima quarta-feira (07). De acordo com a assessoria do comando grevista, não há previsão de retorno dos trabalhos, já que os servidores saíram insatisfeitos da reunião realizada nessa quarta-feira (30) com o presidente do TJ, Luís Silvio Ramalho.
A categoria, conforme a assessoria, está reivindicando a criação de um novo Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), reposição salarial de 15% e um reajuste de 33,33%, referente a carga horária que foi aumentada de seis para sete horas de trabalho.



do PolíticaPB

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