julho 14, 2010

De Nadja à Nilda Gondim: veteranas e novatas engrossam estatísticas do crescimento da representação feminina na política da Paraíba

Apesar de a participação das mulheres na política, especialmente no Brasil, ainda estar bem abaixo da dos homens, o fato é que cada vez mais as representantes do sexo feminino estão conquistando espaço neste meio considerado vastamente masculino. A Paraíba é um dos estados aonde à mulher vem se destacando enfaticamente. Dos 425 candidatos registrados, 72 são mulheres, o que corresponde a 56,47% dos 30% das vagas destinadas como disposto na Lei 9.504/97.
Na Paraíba, as mulheres só não ocupam o cargo de vice-governador, mas para os demais, ao menos um nome feminino está em destaque. Dos seis candidatos ao governo, um é mulher, repetindo-se nos cargos de senador, primeiro e segundo suplentes. Dos 90 candidatos a deputado federal, 13 são mulheres, perfazendo menos de 50%, conforme Lei 9.504/97.
Dos 300 candidatos registrados à disputa de uma vaga para deputado estadual no estado da Paraíba, 55 são mulheres, percentual um pouco maior que os de federal. O que importa é que as mulheres estão galgando e consolidando espaços cada vez mais importantes, principalmente na vida política.
O quadro que se desenha na atual conjuntura política deve contar pela primeira vez na história, com chances reais de vitória, ao menos na sucessão presidencial, com uma mulher, presidenta do Brasil. Estão na disputa, a ex-ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT) e a ex-senadora Marina Silva (PV), antes militante petista.
Ainda na Paraíba, apenas uma mulher disputa a vaga ao governo do Estado, a professora de ensino superior Maria de Lourdes Sarmento (PCO) que praticamente deu o ponto pé inicial no ingresso da mulher na disputa por um cargo público. Pelo PCB concorrendo ao Senado, a pioneira foi a agricultora, Maria das Dores.
A legenda do PCO ainda tem representação feminina na primeira suplência ao Senado com Rossana Mouta. O PCB também tenta emplacar na segunda suplência, a policial militar Graciete Cunha. Com o universo feminino definido para as eleições 2010 na Paraíba, parte delas está concorrendo à reeleição, algumas por mais de uma vez, sem sucesso.
Outra que tem atuação incisiva é a deputada Iraê Lucena (PMDB), que preside o Conselho de Ética da Casa e é uma ferrenha defensora dos direitos da mulher. Do bloco da oposição, surge agora à esposa do deputado federal Rômulo Gouveia (PSDB), Eva Gouveia (PSDB).
Saindo dos bastidores da política e partindo para concorrer a uma vaga de deputada federal, Nilda Gondim (PMDB), mãe do candidato ao Senado Vital do Rego Filho (PMDB) e do prefeito de Campina Grande, Veneziano, surpreende pela vitalidade e tenta pela primeira vez emplacar uma vaga na Câmara dos Deputados, na capital brasileira.
De 1932 para cá, as mulheres tem cada vez mais avançado política, social e economicamente. As arestas e disparidades existentes entre os gêneros ainda são alarmantes. No entanto, um percentual de 30% representa um ganho político se considerado a sociedade e as relações patriarcais que perpassam toda a estrutura da mesma.
As Cotas não irão mudar as relações de poder em curto prazo, mas traz novas ideias para o debate e propicia uma nova forma de aprendizagem do exercício do poder. Além disso, as cotas aguçam a participação feminina e tende a citar condições mais favoráveis a ampliação do número de mulheres nas direções de sindicatos, partidos, assembleias, câmaras, entre outros órgãos públicos existentes.
Diante deste cenário, resta saber se a população brasileira realmente quebrará o tabu e escolherá uma mulher para comandar a Nação pela primeira vez na história.


Simone Duarte

do PB Agora

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