julho 28, 2010

AGU quer congelar bens de suspeitos no caso de ‘fantasmas de Efraim’


Irmãs denunciaram ser ‘fantasmas’ no gabinete de Efraim Morais (DEM-PB).


A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou nesta quarta-feira (28) ação na 6ª Vara de Justiça Federal do Distrito Federal pedindo o congelamento dos bens de seis pessoas de uma mesma família que teriam recebido recursos decorrentes da contratação de “funcionários fantasmas” no gabinete do senador Efraim Morais (DEM-PB).



O caso começou com a denúncia das irmãs Kelly e Kelriany Nascimento. Elas disseram ser “funcionárias fantasmas” no gabinete do senador sem saber. As irmãs dizem só ter descoberto que estavam contratadas quando uma delas foi abrir uma conta em um banco. Na agência, elas foram informadas de que já tinham conta bancária e “recebiam” um salário de R$ 3,8 mil mensais.



As duas, no entanto, dizem nunca ter trabalhado no Senado. A contratação aconteceu por meio de duas funcionárias do gabinete do senador, Mônica e Kátia Bicalho. Kelly e Kelriany dizem ter sido enganados pela duas, que fizeram com que elas assinassem todos os papéis da contratação como se fossem formulários para uma bolsa de R$ 100 que seria paga pela Universidade de Brasília (UnB).



Em depoimento à Polícia do Senado, Kátia e Mônica Bicalho afirmaram que ficavam com os salários das irmãs por causa de uma suposta dívida que as duas teriam com elas.



A investigação mostrou que o dinheiro depositado nas contas das irmãs Nascimento foi parar nas mãos de seis pessoas da família Bicalho, incluindo as irmãs Kátia e Mônica. Entre março de 2009 e maio de 2010 teriam passado pelas contas cerca de R$ 88 mil.



A Procuradoria Regional da União na 1ª Região, unidade da AGU, pediu a condenação dos seis integrantes da família Bicalho por atos de improbidade administrativa e a indisponibilidade dos bens para garantir que o prejuízo aos cofres públicos possa ser ressarcido.



No dia 28 de junho, a Polícia do Senado encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o caso da contratação de “funcionários fantasmas” no gabinete do senador. O encaminhamento aconteceu porque na investigação surgiram suspeitas do envolvimento de Efraim Morais nas contratações ilegais.



No relatório enviado ao STF, a polícia pediu mais prazo para concluir as investigações e não havia feito nenhum indiciamento das pessoas envolvidas no caso. Efraim nega envolvimento com contratações irregulares.



G1

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