abril 07, 2010

Roberto defende privatização de aeroportos

O senador Roberto Cavalcanti (PRB) defendeu na tribuna do Senado Federal o ingresso da iniciativa privada na construção e operação dos aeroportos brasileiros – atualmente controlados pela Infraero. O parlamentar acredita que, sozinha, a estatal não conseguirá implantar a infraestrutura aeroportuária para atender o crescimento da demanda – foram 10 milhões de passageiros ano passado, com crescimento de 43%.

“Houve uma explosão da demanda e a expectativa é de este ano seja registrado novo crescimento de 36% - os aviões viraram ônibus do ar”, declarou Cavalcanti.

Ele informou que ações da iniciativa privada já estão em curso no país, ilustrando com a construção de aeroporto no município de São Gonçalo do Amarante (RN).

“É preciso que ocorra uma pré-privatização em regime de concessão, pois está constatado que a Infraero não conseguirá a infraestrutura necessária”, insistiu o parlamentar.

Roberto Cavalcanti disse que o crescimento do fluxo de passageiros pode ser creditado às medidas assertivas do Governo Lula, que deram poder de consumo à classe C.

“Mas a conseqüência disso são as filas infernais nos check-ins, as salas de espera superlotadas e a baixa eficiência no atendimento aos passageiros, o que torna claro que nossos aeroportos estão saturados”, listou o parlamentar.

Segundo o senador, há filas no Aeroporto de Brasília que atingem 100 metros em horários de pico de embarque.

De acordo com a International Air Transport Association (Iata), a ocupação ideal para o mínimo conforto nas salas de embarque não deveria ultrapassar uma pessoa por metro quadrado. Em Congonhas, Porto Alegre, Brasília e Fortaleza, nos horários de pico, a média é bem maior, afirmou o senador.

Ele reclamou também da demora na retirada das bagagens, por conta das esteiras obsoletas. No Brasil, conforme explicou, são retiradas 600 bagagens/hora, enquanto no exterior são 2 mil bagagens/hora.

Copa

O senador disse que a Copa do Mundo de 2014 deve provocar um aumento de 49% no tráfego aéreo. Para enfrentar o problema, ele ressaltou que o governo anunciou um reforço de R$ 3 bilhões, que se somarão aos R$ 5,5 bilhões já prometidos para aeroportos de cidades que vão sediar a Copa.

“2014 é amanhã. São muitas obras e pouco tempo para fazê-las. Preocupa-me a velocidade brasileira no tocante a materializar essa infraestrutura até 2014”, afirmou.

João Pessoa

O senador também voltou a cobrar a contratação de equipamentos de segurança para o Aeroporto Castro Pinto. “Houve um incremento de passageiros neste verão, de 59%, se comparado com 2009, mas o aeroporto de João Pessoa continua pequeno, acanhado, com ausência de equipamentos básicos de segurança”.

Veja as providências listadas pelo senador, requeridas pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação - SNEA:

- Aumentar a área para manutenção de pronto-atendimento na pista de pouso;

- Construção de pista de táxi na Pista 16/34 para alternativa de pouso de emergência;

- Mais equipamentos de raio x e equipes de inspeção de passageiros;

- Instalação de VOR, equipamento de rádionavegação localizado em solo para procedimentos de pouso e em condições de má visibilidade e teto baixo;

- Introdução de procedimento de descida e subida baseado em informações de satélites para ambas as cabeceiras da pista, acionado em situações críticas de visibilidade e teto;

- Instalação de PAPI/VASIS, equipamento de auxilio visual para pouso na cabeceira da Pista 34; custo total entre US$ 700 mil e US$ 1,5 milhão.


Da Assessoria do parlamentar

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