“Não vou usar dinheiro público para fins eleitoreiros”, garantiu Maranhão


O governador José Maranhão (PMDB) foi taxativo ao afirmar, durante o balanço de um ano de gestão nesta segunda-feira, que não usará o dinheiro público para fins eleitoreiros. “Não é minha praia fazer o que fez o governador anterior. Eu vou respeitar a lei, sobretudo, a lei eleitoral. Nós vamos trabalhar administrativamente e tecnicamente. Todos os meus aliados sabem disso e todos trabalham da mesma forma”, declarou.

Ao ser perguntado sobre o fato de que não poderá participar de inaugurações, no período restritivo pela Lei Eleitoral, Maranhão afirmou que isso não é problema. “Minha administração, a partir da proibição eleitoral, não vai parar. Obra é obra. Vamos continuar fazendo as obras”, garantiu. O governador disse que o fato de não poder estar nas inaugurações é apenas um detalhe. “O povo não quer saber disso, quer saber se tem as obras”, deixou claro.

Maranhão criticou o fato de o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB) ter implantado 21 Planos de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCRs), após a cassação confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba e, em seguida, pelo Tribunal Superior Eleitoral. “O governo anterior quando se viu perdido com a decisão da Justiça deixou a conta para nós pagarmos. Nós pagamos”, desabafou.

O governador informou que, só em 2009, os aumentos decorrentes dos PCCRs custaram aos cofres do Estado, R$ 246,9 milhões. “É bom explicar que esses planos são escalonados, todo ano aumenta. Este ano teremos mais um aumento de R$ 124 milhões. Se somarmos os 246 milhões com os R$ 124 milhões, nós temos a brutal despesa de R$ 371 milhões (números aproximados). O equivalente a receita de um mês do Estado”, fez as contas.

Mais: “Quem está pagando é a administração Maranhão. Não é a administração Cássio Cunha Lima”. E lançou a pergunta: “E porque não fez os projetos no primeiro ano de governo?”. Maranhão complementou: “Ele (Cássio) passou seis anos no governo. Esse aumento, ele foi dado para criar dificuldades. Mas não vai criar”.

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