março 29, 2009

Victor e Leo





Em 2007, o Brasil todo conhecia o trabalho da dupla Victor e Leo, que arrebatava as paradas de sucesso com músicas do CD "Ao Vivo Em Uberlândia".



Divulgação

Victor e Leo começaram 2009 divulgando o disco "Nada Es Normal"

Os sucessos Fada, Tem Que Ser Você, entre outros, mostravam que Victor e Leo vinham pra ficar. O lançamento do álbum "Borboletas", ano passado, e o início de uma grande turnê percorrendo todo o país comprovaram a força da dupla, que se transformou em nome fácil da música brasileira contemporânea.

Não bastasse tudo isso, a dupla arrisca agora uma nova empreitada: "Nada Es Normal", disco todo cantado em espanhol, é o mais recente lançamento de Victor e Leo visando o mercado latino e que contou com trabalho de divulgação da dupla nos Estados Unidos.

Com todo esse sucesso, o Vaga-lume não podia perder a chance de conversar com a dupla mais popular da música brasileira, atualmente. Victor e Leo contaram sobre seus novos planos, como lidam com o sucesso e relembraram momentos de sua carreira.
Entrevista

Vamos falar do atual momento da dupla. Um dos artistas mais vendidos e assistidos em shows no país e agora o lançamento de uma carreira internacional, com músicas em espanhol. Vocês já se acostumaram com tantas mudanças e a nova vida de celebridades?



Léo: Realmente estamos em um momento maravilhoso em nossa carreira no Brasil. Estamos começando nossa carreira internacional e já estamos com bons resultados.

Procuramos não nos ver como celebridades, preferimos pensar que estamos sempre começando, buscando sempre aprender algo novo. É assim que enxergamos o nosso momento, a cada dia um novo desafio e um salto maior na vida.




O ano já começou com muitos shows e turnê internacional de divulgação para o disco em espanhol Nada Es Normal. Quais são os planos da dupla para o resto de 2009?



Léo: Pensamos em gravar um DVD novo esse ano, ainda não sabemos onde, mas queremos. Estamos focados no CD Borboletas e no CD em espanhol.




Victor, você compôs a maioria das músicas da dupla. Você mudou muito seu modo de compor com o passar dos anos? Se sim, escolha duas letras e músicas, uma do início de carreira e uma do último disco Borboletas e aponte as principais mudanças.


Divulgação

A dupla Victor e Leo
Victor: O modo de compor não muda tanto, mas com um pouco mais de maturidade, a visão de mundo e a expressão do que sente mudam bastante.

Há canções mais diretas, com contexto e harmonia simples como Fada e Amigo Apaixonado, ambas compostas em meados dos anos 90. E há outras como Borboletas e Razão Do Meu Astral que sugerem dicotomia e obscuridade, além de mais ousadia harmônica e estrutural.

De qualquer forma não é uma regra, pois Deus e Eu no Sertão e Lado Errado estão no disco Borboletas e as compus há mais de 12 anos.




O público conhece a química da dupla em cima do palco, sempre muito divertidos. Mas, como funciona a dupla Victor e Leo na hora de compor uma música?



Victor: Tenho algumas parcerias com o Leo. O Leo possui sensibilidade musical extrema e em geral, surge com uma idéia quase sempre melódica. Aí fazemos uma melodia e ponho letra.

Por vezes também ele me sugere um tema. O fato é que mesmo as canções que assino sozinho são como que nossas, porque fazemos todos os arranjos juntos. Vestir uma canção é quase que recompô-la.




O disco Nada Es Normal é um passo inédito na carreira da dupla. Como foi o processo de produção deste disco e trabalhar com Aureo Baqueiro, um dos nomes mais importantes da música mexicana?



Victor: Quando nos surgiu o convite não falávamos nada em espanhol. Tivemos um professor ao lado por três meses em meio às viagens e trabalhos.

Os arranjos já haviam sido feitos por mim e pelo Leo, mas o Áureo, além de ter se tornado um grande amigo, foi fundamental, tanto para uma melhor interpretação quanto para a adaptação musical.

Além disso, tanto Áureo Baqueiro quanto Leonel Garcia (ex-Sin Bandera), entenderam a essência das canções e fizeram as versões, sem perder o contexto original.




A dupla começou tocando em bares de Belo Horizonte, assim como fazem milhares de músicos por todo o Brasil. Vocês devem ter várias histórias para contar dessa época. Existe alguma em especial, que ficou na memória de vocês?


Divulgação

Victor e Leo
Léo: Sim, nosso primeiro show em um bar foi na cidade de Abre Campo. Depois de cantar em um festival de música sertaneja fomos convidados para cantar em um bar, mas não tínhamos muitas músicas no repertório.

Resolvemos topar, cantamos um pouco e quando acabou o repertório, começamos a repetir algumas músicas e tudo bem. Quando acabamos nosso show, ganhamos um sanduíche e um refrigerante do dono do bar. Saímos comemorando e contentes com expressivo cachê. Inesquecível.




Quem foi o maior incentivador da carreira da dupla, desde o seu início?



Léo: Nosso pai e nossa mãe sempre nos incentivaram muito, a família em geral. Mas nosso avô materno Tunico Chaves foi fundamental em nossa trajetória!




Do repertório da dupla, qual a letra preferida do Victor e qual é a preferida do Leo?



Victor: Para mim, cada canção possui uma cor diferente e não consigo preferir uma.

Então, citarei três que me ocorrem agora: Nada Normal, Chuva de Bruxaria e Jogo Da Vida.

Léo: Todas as músicas são como filhas quando gravamos, cada uma com seu valor e momento.

Uma música que marcou muito pra mim foi Meu Eu em Você. Foi a música que cantei para minha esposa entrar em nosso casamento.




A dupla Victor e Leo é um dos artista mais acessados do Vaga-lume. Só no mês de fevereiro, foram mais de 2 milhões de acessos. Qual o recado que vocês deixam para seus fãs e duplas e cantores que estão começando suas carreiras inspirados pelo trabalho de vocês dois?



Victor: Não se deve usar a música para se promover. Use a como instrumento para promover a música (assim como o Vaga-lume).

Além disso, seja qual for sua profissão, não faça sucesso, faça seu trabalho com amor e seu maior sucesso será ser feliz.

Bilhetes assinados por Ricardo comprovam mensalão na Prefeitura



EXCLUSIVO – A palavra “mensalão” se incorporou ao vocabulário brasileiro quando escândalo estourado no Congresso Nacional revelou a existência de forte esquema de pagamento de parlamentares e aliados políticos em favor de projetos do Executivo. Infelizmente, o escândalo, que provocou cassações e um extenso processo no Supremo Tribunal Federal, fez escola.

Bilhetes assinados de próprio punho pelo prefeito Ricardo Coutinho (PSB) apontam para um verdadeiro esquema de mensalão, que beneficiou parentes e pessoas ligadas a vereadores da Capital na prefeitura de João Pessoa no início de sua gestão. Todos em papel timbrado da prefeitura e escritos à mão, sob a assinatura “Ricardo Coutinho” ou simplesmente a rubrica “RC”.

Entre os beneficiados, destacam-se o presidente da Câmara de Vereadores, Durval Ferreira (PP), Zezinho do Botafogo (PMDB), Pedro Coutinho (PTB) e João Almeida (PMDB). Não há registro de critérios para concessão das gratificações.

Todo material, recolhido de dentro da Secretaria de Administração do Município com exclusividade pelo Portal PB Agora, inclui ainda autorizações assinadas pelo prefeito Ricardo Coutinho, assegurando garantia de GSEs (Gratificações por Serviço Especial), a pedido de secretários municipais, retroativos para servidores em cargos comissionados.

Em uma dos bilhetes, o prefeito garante uma generosa quantia de R$ 1.600,00 em GSE para a própria irmã, Patrícia Vieira Coutinho, matrícula 41.2929-9, chefe da Secretaria Pessoal.

Apesar das suspeitas, a denúncia de mensalão em João Pessoa somente foi tornada pública, pela primeira vez .pelo ex-secretário de Administração do prefeito, professor Francisco Barreto, em pleno debate da TV Cabo Branco, na campanha para prefeito. No debate na emissora repetidora da Rede Globo, Barreto chegou a anunciar que renunciaria à candidatura se Ricardo provasse o contrário.

Gratificações beneficiaram parentes e pessoas ligadas ao presidente da Câmara e vereadores da situação

Entre tantos, o material obtido com exclusividade pelo PB Agora revela autorizações do próprio punho do prefeito Ricardo Coutinho para o filho do atual presidente da Câmara, Durval Ferreira (PP), e ainda para a esposa do ex-vereador João Almeida, que integrava a base de situação na legislação passada.

Num bilhete só, escrito no papel timbrado da prefeitura de João Pessoa, Ricardo garante gratificação de R$ 1.000,00 para Eudmarco Medeiros de Farias, cunhado de Durval, e ainda R$ 300,00 para Maria do Socorro Lima Ferreira e mais R$ 300,00 para Durval Ferreira Primeiro Neto - esposa e filho do presidente da Câmara.

Para a mulher do ex-vereador João Almeida (PMDB), Leila Luhanda Gomes de Almeida, Ricardo redigiu uma autorização para a Secretaria de Administração do Município acrescentar R$ 1.000,00 de GSE.

Os vereadores Zezinho do Botafogo (PMDB) e Pedro Coutinho (PTB) também foram beneficiados. Num bilhete assinado “RC”, o prefeito autoriza a ampliação da GSE de José Ferreira Neto, assessor de Zezinho, para o astronômico valor de R$ 2.074,00. Já o vereador Pedro Coutinho teve o motorista Joacil Nascimento de Carvalho, matrícula 12.434-6, beneficiado com gratificação de R$ 1.000,00.

O PB Agora teve acesso ainda a contracheque da servidora Maria Nazaré Ferreira da Silva, da Secretaria de Educação do Município, beneficiada com uma gratificação de R$ 1.000,00 cuja autorização, escrita embaixo do documento, determinava a implantação da GSE na “relação do vereador Luciano Cartaxo”, hoje vice-governador da Paraíba. A recomendação, neste caso, entretanto, não leva a assinatura do prefeito.

O prefeito Ricardo Coutinho, que iniciou o primeiro mandato com minoria na Câmara, terminou a primeira gestão à frente da prefeitura de João Pessoa com apenas seis dos 21 vereadores na oposição.

Prefeito autorizou implantação de gratificações retroativas

Além das gratificações para parentes e aliados de vereadores, Ricardo Coutinho se especializou em autorizar, conforme revelam ofícios e bilhetes obtidos pelo PB Agora, pagamentos de GSEs retroativas.

Foi o caso do recado que o prefeito escreveu em ofício assinado pelo jornalista Walter Galvão, ex-secretário de Transparência Pública e atual editor do jornal Correio da Paraíba, solicitando nomeação de Pedro Humberto de Almeida Ruffo na função de Chefe da Divisão de Articulação, Integração e Promoção da Cidadania – DAS 1.

No dia 23 de maio, Ricardo autorizou uma gratificação de R$ 1.500,00 para o servidor ainda não nomeado assegurando pagamento retroativa para 1º de maio. Em atendimento à ex-secretária de Educação do Município, Elisa Pereira Gonsalves, o prefeito autorizou, no dia 20 de abril de 2005, GSE de R$ 1.000,00 para Francisca Alexandre de Lima retroativo ao dia 1º do mês.

O caso mais escandaloso, no entanto, é registrado em ofício da secretária Douraci Vieira dos Santos, da Coordenação das Mulheres, à Secretaria de Administração do Município. No dia 12 de maio de 2005, o prefeito autoriza implantação de gratificação para servidora Silvia Borges, matrícula 41.548-1, retroativa a 14 de fevereiro.

extraido do site pbagora

PTN estuda pedido de cassação de Ricardo

O presidente do PTN de João Pessoa e secretário-geral do partido no Estado, Nicola Lomonaco, declarou na manhã deste sábado (28) que a divulgação de bilhetes assinados pelo prefeito Ricardo Coutinho (PSB) loteando cargos e concedendo gratificações para servidores indicados por vereadores confirmam a denúncia do partido de que se instalou na prefeitura um verdadeiro esquema de mensalão proporcionado com o erário municipal.

Segundo ele, a comprovação da denúncia, feita originalmente pelo partido durante a campanha eleitoral de 2008, “lava a alma” do professor Francisco Barreto, ex-secretário de Administração e candidato à época a prefeito pela legenda. As denúncias de mensalão contra Ricardo foram feitas durante debate da TV Cabo Branco, na campanha em 2008.

“Durante a campanha, procuramos alertar à população que o prefeito Ricardo Coutinho usava a máquina administrativa em troca de apoio político e eleitoral. Não por menos a folha de pessoal da prefeitura tem crescido vertiginosamente”, declarou Nicola.

Ele disse que vai se reunir a partir de segunda-feira com a assessoria jurídica do partido para estudar a possibilidade de entrar com ação pedindo cassação do mandato do prefeito por improbidade administrativa.

Nicola cita ação movida pelo Ministério Público em Pernambuco, onde o prefeito de Ipojuca respondeu por improbidade por lotar cargos comissionados entre os vereadores em troca de apoio político. Neste caso, o MP pediu o afastamento imediato do prefeito pernambucano. “Conceder gratificações é uma prerrogativa de qualquer prefeito, mas tem que serem dadas com critérios técnicos e administrativos e não por vontade política do gestor em controlar a Câmara”, declarou Nicola.

Ele lembrou ainda das declarações do PTB paraibano, deputado Armando Abílio, para quem o prefeito Ricardo Coutinho cumpriu acordo com o partido.

A matéria do PB Agora revela bilhetes assinados pelo próprio prefeito Ricardo concedendo gratificações para parentes e assessores de vereadores. “O secretário de Administração do Município, senhor Gilberto Carneiro, confirmou a concessão das gratificações alegando que é natural. Vejo isso como uma confissão de que a máquina administrativa está sendo usado em favor do projeto político do prefeito”, completou