dezembro 14, 2009

Wilson Santiago defende Paraíba na partilha dos royalties do pré-sal


“Não é porque alguns poucos Estados possuem petróleo que deve deixar de haver uma preocupação com as regiões não-produtivas dessa riqueza”, argumentou o deputado federal Wilson Santiago (PMDB), para defender a Paraíba na partilha dos royalties do pré-sal. Na tarde desta segunda-feira, 14, Santiago provocou um debate no Plenário da Câmara Federal, com alguns de seus colegas parlamentares.

O parlamentar defendeu firmemente a Paraíba no que se refere à partilha dos royalties da camada petrolífera do pré-sal, um patrimônio nacional descoberto que, para Wilson Santiago, deve ser compartilhado por todos os Estados e Municípios

Wilson Santiago levantou uma questão que despertou os deputados federais Rodrigo Rollemberg (PSB/DF) e José Genoíno (PT/SP) que debateram em tom de concordância à atitude de Santiago que afirma não ser mais possível manter-se a diferenciação dos royalties entre os Estados e Municípios produtores de petróleo e os demais.

“Tem-se de realizar uma discussão com o objetivo de fazer uma redistribuição em que todo o País seja contemplado, e não apenas poucos Estados – até mesmo porque os Estados com menores índices de desenvolvimento devem ser também agraciados, para que haja uma justa distribuição da riqueza do nosso País. Por isso, somos favoráveis à distribuição equitativa dos recursos, dos royalties do pré-sal”, disse.

A questão foi levantada pelo Deputado Wilson Santiago como uma ótima oportunidade de diminuição da desigualdade social, devido ao fato de a exploração do pré-sal prever o dobro do que já foi explorado nos últimos 100 anos no Brasil. “O Brasil fez uma descoberta fenomenal, pois havia uma previsão de reserva nacional para, no máximo, dezenove ou vinte anos e, repentinamente, a Petrobrás conseguiu a extraordinária descoberta de área petrolífera situada na camada pré-sal. Cada Parlamentar, neste momento, tem a desempenhar um papel de suma importância e procuremos entender a dinâmica dos royalties e sua utilização em prol de eliminar as diferenças regionais”, afirmou.


fonte
WSCOM Online

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