setembro 18, 2009

Lúcia Braga lançou ‘A Casa da Palmeira’ nesta quinta


A ex-deputada Lúcia Braga (PMDB), atual presidente da Fundação de Ação Comunitária (Fac), lançou mais um livro, “A Casa da Palmeira”, às 17h desta quinta-feira, 17, no Salão Nobre do Tribunal de Justiça da Paraíba. A apresentação é da pesquisadora Yolanda Fernandes, amiga de infância de Braga, e a orelha é do jornalista e escritor Gonzaga Rodrigues.

A obra narra passagens da infância e adolescência da autora, com abordagens que incluem destacados membros do tronco familiar, bem como fatos histórico-sociais que remetem à chamada Revolução de 30, cujo principal personagem é o Desembargador Vasco de Toledo, avô de Lúcia.

“A Casa da Palmeira” retrata, de forma minudente, todo o processo de formação sócio-cultural e política de Lúcia Braga, sem sequer descuidar de suas peraltices de criança e adolescente – tempo em que, por exemplo, freqüentava, com colegas, o sonoro e divertido auditório da Rádio Tabajara, que, à época, e até começos dos anos 80, funcionava quase que esquina com a casa em que nasceu, que hoje empresta nome ao livro que se lança, e que é denominada de rua Rodrigues de Aquino.

Nesse histórico casarão, nasceu a autora do livro, que de lá só saiu no dia em se casou com o deputado federal e ex-governador da Paraíba Wilson Braga, com quem a deputada se entendera, inclusive, no plano político. Ambos tiveram efetiva e destacada participação na vanguarda política dos idos de 50, através da União Nacional dos Estudantes (Une), cuja visibilidade conferiu-lhes posições de destaque no amálgama político estadual e nacional – os dois foram deputados estaduais e federais ( e Wilson, além de prefeito, foi vereador de João Pessoa, demonstrando, naturalmente, a principal característica de político: a simplicidade).

A obra em epígrafe é uma continuidade do livro em que a autoria narra, com igual percuciência e acuidade, embora ela faça questão de não se considerar como escritora, a história de suas lutas sociais e políticas, que é denominado de “Tempo de viver, tempo de contar”. É autora, também, de um trabalho intimista, cujo foco de inspiração foi o acidente automobilístico que afetou, drasticamente, a filha Patrícia, que é irmã de Marcelo (in memoriam) e Mariana Navarro Braga. Nesse livro, D. Lúcia mereceu especial distinção do filósofo paraibana, já falecido, Francisco Pereira Nóbrega.

TRIBUTO À HISTORIOGRAFIA

Embora não concorde, a autora, “A Casa da Palmeira”, antes mesmo de ser lançado, caiu às mãos de alguns intelectuais da Paraíba, que consideram que o livro será tributário da historiografia estadual, posto que revela fatos até aqui pouco conhecidos dos estudiosos do tema – como, por exemplo, a perseguição de que fôra vítima o Desembargador Toledo, como era chamado o velho patriarca, pelo Governo do Presidente João Pessoa.

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