maio 19, 2009

Roberto Cavalcanti volta a defender ampliação da Transnordestina



O senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB) voltou a defender nesta segunda-feira (18) a construção de obras estruturantes que beneficiem o Nordeste.

Em discurso no plenário da Casa, o parlamentar paraibano disse: “Não podemos deixar de lado as discussões sobre a integração da ferrovia {Transnordestina} com ramais ferroviários já existentes ou sua extensão para outras áreas do Nordeste”.

Roberto enfatizou seu apoio a posição semelhante adotada pelo governador José Maranhão (PMDB) durante a realização do X Fórum dos Governadores do Nordeste e a V Reunião do Conselho Deliberativo da Sudene, realizado no mês passado, em Montes Claros.

Ele lembrou que “naquela ocasião o governador José Maranhão avançou na proposta de que fossem reabertas as discussões em torno da ferrovia Transnordestina, em particular, sobre possíveis expansões, por via de ramais”.

De acordo com a exposição do senador paraibano, o fundamental seria a viabilidade, em especial, de um ramal que ligasse a Paraíba à ferrovia. Para que a obra possa “ser realmente transnordestina é preciso que atenda a todos, ou, pelo menos, a maior parte dos estados nordestinos”.

A Transnordestina ligará através dos trilhos o Porto de Suape, no Recife, ao Porto de Pecém, no Ceará, cortando todo o estado de Pernambuco, chegando até o município de Eliseu Martins, no Piauí. Idealizada há mais de 100 anos, a estrada de ferro que cruza o Sertão chegou a ganhar alguns trilhos em 1990, mas teve suas obras paralisadas dois anos depois.

O investimento total, incluindo linha férrea, pátios de carregamento e terminais marítimos, é de R$ 4,5 bilhões — dos quais R$ 1 bilhão será de recursos próprios da Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN), R$ 823 milhões do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor), R$ 2,27 bilhões do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e R$ 400 mil do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Ao avaliar a importância da obra, Roberto Cavalcanti disse esperar que a iniciativa “eleve consideravelmente a capacidade de escoamento da produção, ao mesmo tempo em que possa reduzir significativamente os custos do fretamento”. Para o senador paraibano, “os benefícios da ferrovia não se limitam à logística do transporte, e, certamente, terão um impacto enorme na produção de biodiesel”.

A Transnordestina, quando estiver plenamente operacional, terá o potencial de consumir anualmente 150 milhões de litros deste combustível “incentivando a produção de biodiesel por produtores locais, estimulando, assim, uma alternativa econômica significativa para as famílias do Sertão”.

Com relação à Paraíba, o senador Roberto Cavalcanti defendeu “investimento intensivo nas ferrovias existentes que se encontram em geral em estado precário”. O senador paraibano lembrou a proposta de ligar a Paraíba a Mossoró, no Rio Grande do Norte, por meio da interligação da EF 410 com a EF 415, assim como conectar meu estado com Arrojado, no Ceará, “já no traçado projetado para a Transnordestina, ligando a EF 225 com as EFs 101 e 116, aumentando a penetração da ferrovia na região”.

Roberto registrou ainda a necessidade de modernização do ramal paraibano existente entre Cabedelo, no Litoral, e Cajazeiras, próxima à divisa com o Ceará.

“Além disso – arrematou - deveríamos retomar o projeto de fazer uma interligação ferroviária entre o Porto de Cabedelo, na Grande João Pessoa, e Suape, potencializando, desse modo, o papel que o porto pernambucano vai passar a desempenhar, com a construção da ferrovia, ao mesmo tempo em que se valoriza o terminal portuário paraibano”.


Da Redação do portal correio com Assessoria

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