maio 10, 2009

Risco de infecção é alto em hospitais da Paraíba

O risco de uma pessoa contrair uma infecção hospitalar no Estado da Paraíba é alto. De acordo com Graziela Pontes Ribeiro Cahu, chefe de fiscalização do Conselho Regional de Enfermagem (Coren), e Eurípedes Medonça, médico e diretor do departamento de fiscalização do Conselho Regional de Medicina da Paraiba (CRM/PB), na maioria dos hospitais do interior não existe Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e faltam profissionais qualificados para trabalhar.

A ausência dessas comissões acarreta em problemas como a falta de material adequado ou não esterilizado corretamente, ou seja, contaminado. Estes fatores podem provocar infecções muito graves e levar o paciente a morte.

Além da lacuna existente no interior paraibano, nos hospitais públicos e privados da Capital as comissões também apresentam problemas. “Em nossa concepção, nos hospitais de João Pessoa as comissões só existem no papel. São poucas as instituições que atuam de fato”, revelou Graziela Pontes.

Apesar de não existir hospitais com ausência total de infecção hospitalar, as comissões de controle são criadas justamente para prevenir e tornar mínimas as chances de contaminação. Mas no Estado, falta uma fiscalização efetiva para assegurar que todas as medidas de seguranças dos hospitais estejam adequadas.

Taxa de infecção hospitalar em João Pessoa chega até 5%

Segundo Helena Germóglio, coordenadora da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Estado, em João Pessoa a taxa de infecção hospitalar gira em torno de 4 a 5%. No entanto, ela revelou que não se pode afirmar que este é um índice bom ou ruim porque não há como comparar os hospitais.

“Cada hospital tem a sua taxa de infecção que varia de acordo com o tipo de paciente atendido e a complexidade do hospital. No Brasil, a taxa gira atualmente entre 10 e 13%, mas isso não significa que João Pessoa esteja em uma situação melhor, justamente devido à impossibilidade de comparação entre os hospitais. Apesar da taxa ser menor aqui, existe hospitais em péssima situação”, revelou.

A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar de uma instituição deve estar atenta a todos os detalhes e o grau de risco de cada paciente de adquirir uma infecção. Quanto mais tempo ele ficar no Hospital, mais chances terá de contrair. Ainda de acordo com Helena Germóglio, uma pessoa que fica internada em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), por exemplo, tem mais susceptibilidade do que em outros setores do hospital, chegando a 3,5% de chances.

No entanto esse grau ainda pode aumentar, como no caso dos pacientes que são entubados, onde o risco aumenta para 49%. “E essa taxa também aumenta a cada dia em que o paciente passa entubado”, disse a coordenadora.

do portal correio
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