maio 04, 2009

Nadja chama Ricardo de perseguidor, revela acordo de 2006 e cobra vaga na AL prometida por Maranhão

Quase três meses depois de iniciado o imbróglio entre o PSB e o PMDB, provocado pelo convite do governador José Maranhão (PMDB) ao deputado Guilherme Almeida (PSB) para assumir a pasta de Interiorização, a suplente de deputado estadual, Nadja Palitot (PSB) rompeu o silêncio nesta segunda feira 4. Ela “descarregou as baterias” contra o prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB), a quem chamou de perseguidor.

Nadja seria beneficiada com a ascensão de Almeida e assumiria a titularidade do mandato na AL. Segundo ela, o prefeito articula nos bastidores para impedir sua posse.

A suplente acusa Ricardo de ser o principal responsável pelo entrave na nomeação de Almeida para secretaria de Interiorização, uma vez que “desde o domingo de Carnaval o governador Maranhão convidou o deputado para assumir a pasta, o que ainda não aconteceu devido à imposição do prefeito”.

Ela revelou os bastidores da promessa feita pelo governador de que reassumiria o mandato:

“No segundo dia de carnaval, Maranhão me chamou para uma visita a Granja Santana e comunicou que seria deputada, pois tinha acabado de convidar o deputado Guilherme Almeida para secretaria de Interiorização”, afirmou.

“Entretanto, desde este dia tentei marcar uma audiência para saber o que aconteceu e até agora não foi possível”, acrescentou.

Irritada com a demora na resolução do imbróglio, a suplente acusou taxativamente o prefeito de ser o responsável pela sua não ascensão a Casa de Epitácio Pessoa.

“Desde que me voltei contra a violência contra os ambulantes e agentes de Saúde, fui perseguida, desta ultima vez de maneira sórdida, mesquinha cruel e o pior sem motivação”, denunciou.

Nadja disse que também que a tal falsificação da ata que impede que deputados socialistas assumam cargos no governo Maranhão III foi uma manobra de Ricardo para lhe prejudicar, com o objetivo único de impedir sua posse na AL.

“Ricardo convocou uma reunião do Diretório para com uma ata fraudada impedir que Guilherme assumisse a secretaria de Interiorização. Não é a toa que o deputado está na justiça contra o Alcaide pela prática de falsificação. Não existem duas atas para o mesmo fato jurídico e qualquer coisa fora isso é ilegalidade”, afirmou.

Acordo com Maranhão

A suplente contou também que antes mesmo do governador Maranhão assumir o governo já havia assumido compromisso, de que uma vez empossado, abriria espaço para que ela assumisse o mandato de deputada, como forma de reconhecimento aos mais de 14 mil votos que recebeu em João Pessoa nas eleições estaduais de 2006.

“Foi um acordo feito em nome dos votos que recebi. Esta seria uma boa oportunidade para que eu pudesse contribuir com o governador, pois fui uma defensora entusiasmada da campanha de Maranhão, no primeiro e no segundo turno”, declarou.

Nadja foi a deputada mais votada em João Pessoa, dentre os candidatos do bloco que apoiaram o governador José Maranhão em 2006, obtendo 14 mil votos no maior colégio eleitoral da Paraíba, já o segundo colocado, Trócolli Júnior (PMDB), obteve apenas 6 mil votos.


do wscom

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