Efraim Morais rebate acusações da revista Veja e se diz um homem de conduta ilibada


Com um discurso contundente, amparado em provas exibidas da tribuna do Senado, o senador paraibano Efraim Morais (Dem-PB) tentou rechaçar, ponto por ponto, as denúncias contra ele assacadas pela revista Veja, de circulação nacional, em sua mais recente edição.

O discurso foi proferido na tarde desta terça-feira (19). Efraim Morais chorou na tribuna exatamente no momento em que exibia certidões emitidas hoje pelo Tribunal de Contas e outros órgãos competentes, isentando-o de dívidas e irregularidades. "Não sei por que e a quem interessa tudo isso contra este senador", declarou o parlamentar.

Efraim Morais começou afirmando que no Senado está havendo uma inversão no princípio universal do Direito: o de que o ônus da prova é de quem acusa: "As denúncias são jogadas ao vento e cabe a nós sairmos em busca de provar a nossa inocência", acrescentou.

O senador disse que está sendo vítima de "acusações absolutamente improcedentes", de forma que a revista Veja tenta vincular a sua pessoa a tudo que é irregularidade, mas não apresenta uma prova sequer.

Sobre os cabos eleitorais que o senador teria contratato para a Secretaria do Senado mas trabalhando na Paraíba, Efraim Morais disse que não são "fantasmas", como disse a revista Veja, porque são paraibanos idôneos, que têm nome, endereço e telefone.

Afirmou que a contratação está amparada em ato de 6 de março de 1997, baixado pelo então presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhaes. E acrescentou que, assim como ele, todos os outros senadores fazem a mesma coisa. E frisou: "Se a lei está errada, senador José Sarney, vamos mudá-la. Mas não cometí crime nenhum".

Ao contrário do que disse a revista Veja, segundo Efraim Morais, todo o patrimônio do parlaemntar, à exceção de um apartamento em que ele mora em João Pessoa, foi construido antes de sua passagem pela Primeira-Secretaria do Senado.

Neste momento do discurso, Efraim Morais exibiu da tribuna as plantas das casas que possuiu. Engenheiro, o próprio Efraim as construiu e não as comprou, como afirmou à revista. A primeira casa que ele construiu o fez com empréstimo da Caixa Econômica Federal, em 1983.

O parlamentar aproveitou para apresentar o habite-se das duas casas provando que antes de ocupar o cargo de primeiro-secretário do Senado já havia morado nelas.

O senador paraibano recebeu quatro apartes de colegas do seu partido, à exceção do senador Cícero Lucena, que é do PSDB, mas aliado dele na política da Paraíba.

Cicero deu o testemunho: "Pessoalmente conheço a historia do seu apartamento, desde o principio da construção, como a venda e aquisição do outro. Conheço a história da construção de sua casa". E lembrou de uma fazenda herança da mãe do senador, que ganhou como presente de casamento".

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