abril 28, 2009

Gripe suína chega perto: Ministério da Saúde monitora caso suspeito no Rio Grande do Norte


O Ministério da Saúde está monitorando um caso suspeito de gripe suína no estado visinho do Rio Grande do Norte. Autoridades sanitárias estão realizando exames.

A identidade do paciente não foi revelada, mas o MS admite que os sintomas são semelhantes aos da doença.

Um ou dois?

A Secretaria Estadual de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirma apenas um paciente sendo monitorado com suspeita de gripe suína no Estado.

O órgão já enviou ao Ministério da Saúde um pedido de esclarecimento sobre a nota divulgada na noite desta segunda-feira 27, que apontavam dois casos sendo acompanhados no estado.

De acordo com a coordenadora do Setor de Vigilância Epidemiológica da Sesap, Juliana Araújo, o paciente é potiguar e está internado em um hospital particular.

“Está todo mundo pressionando e ele está começando a negar informações”, disse a representante da secretaria.

Juliana Araújo não apresentou mais informações para preservar o paciente e a investigação sobre o caso.

Saiba tudo sobre a gripe suína - sintomas, contágio

Além do caso do Rio Grande do Norte, mais nove pessoas estão sendo monitoradas em sete estados do País. Três são em Minas Gerais; dois no Rio de Janeiro; dois no Amazonas; um em São Paulo e um no Pará.

A décima primeira vítima pode ser um homem de 40 anos, internado em Salvador, na segunda-feira 27 também com sintomas da gripe suína. Segundo a Secretaria de Saúde do estado, ele chegou de Miami, nos Estados Unidos, com febre, tosse e dores no corpo e está passando por exames.

O ministério diz que não há evidências de que o vírus da gripe suína esteja circulando no Brasil.

Automedicação
Um remédio que inibe a multiplicação de vírus da gripe está sumindo das farmácias. Mas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) faz um alerta. “Não há motivo para correr às farmácias para tentar adquirir um medicamento. A automedicação é altamente prejudicial”, diz o diretor de portos e aeroportos da Anvisa José Agenor Álvares da Silva.

Basta um espirro e já tem gente que suspeita do pior. “O cidadão que não viajou, que não teve contato com ninguém proveniente dessas áreas, não tem que se preocupar agora”, garante o professor de doenças infecciosas da Universidade de Brasília, Cristiano Barros de Mello.

O Ministério da Saúde liberou um número do Disque-Saúde para tirar dúvidas da população sobre a gripe suína: 0800 611997.

Fiscalização
O governo brasileiro prometeu intensificar a fiscalização nos aeroportos. Todos os voos que chegam do México e dos Estados Unidos devem ser monitorados. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) afirma que implantou planos de contigência em dez aeroportos do Brasil.

O assessor da Gerência de Portos e Aeroportos da Anvisa, Cristiano Gregis, diz que uma equipe se dirige a aeronaves que chegam de áreas afetadas e questiona os comissários de bordo sobre o trajeto e se alguém apresentou sintomas durante a viagem.

Gregis diz que quem vai viajar deve receber material informativo no check-in e por meio de avisos sonoros. "A Anvisa também conta com centro para atendimento de viajantes no aeroporto. Quem tiver dúvidas pode se dirigir até lá para esclarecimentos. É importante que as pessoas sigam as recomendações. Não há razão para pânico", afirma.

Os pacientes com sintomas da gripe suína devem ser encaminhados a hospitais preparados para atender esses casos. Para chegar à unidade de saúde, o viajante deve receber uma máscara cirúrgica e seguir em uma ambulância adequada.
Também há planos para contigência nos portos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que as pessoas só viajem para o México se for absolutamente necessário.


Da redação com G1

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