Escolas aceitam novo vestibular, mas querem manter notas do PSS

Colégios de João Pessoa já estão discutindo e inserindo questões semelhantes as do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nas provas de avaliação das instituições, e adiantando os conteúdos que deverão constar no vestibular unificado das universidades federais, para o ingresso dos alunos em 2010. Estudantes, diretores e coordenadores de escolas querem que a proposta garanta que os alunos que estão fazendo o Processo Seletivo Seriado (PSS) não percam as notas adquiridas.

Eles aguardam um posicionamento da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que deve apresentar um estudo sobre os pontos negativos e positivos do novo processo, esta semana.

“Estamos aguardando um posicionamento da UFPB. O Colégio Geo já se posicionou a esse respeito e defende o direito adquirido de cada aluno. A instituição deve avaliar o processo de vestibular que eles mesmo criaram. Na minha opinião, os alunos deveriam terminar o PSS este ano e, no ano que vem, se pensar nessa nova forma de abordagem”, avaliou o diretor do Geo, Alfredo Codesilla.

Segundo o coordenador do 3º ano do Geo, Guilherme Grempel, desde o ano passado, o colégio vem fazendo reuniões com os professores e com os alunos para discutir os pontos positivos e negativos. Eles estão empenhados em acalmar os alunos sobre a mudança.

Ele disse que o Geo já está prevendo a utilização do Enem pela UFPB, vem inserindo no conteúdo algumas questões referentes aos quatro eixos que formarão as provas: linguagens e códigos, matemática, ciências naturais e ciências humanas.

“Os alunos estão muito apreensivos, pois mudanças no meio do caminho, quando tudo já está sendo preparado para um tipo de sistema, vêm bagunçando um pouco a cabeça deles. Estamos entrando em salas de aula para explicar o que já sabemos”, disse Guilherme.

Ele acrescentou que os alunos o abordam também nos corredores, pois querem respostas para muitas indagações, principalmente aqueles que já prestaram o PSS do primeiro e segundo anos.

“Os alunos estão ansiosos e preocupados, pois mudar a regra do jogo agora, complica mais ainda o pensamento deles. As maiores dúvidas são se o conteúdo que já estudaram vai servir, se terão que estudar um conteúdo maior e, principalmente, se os assuntos locais serão realmente abortados, como história e geografia da Paraíba”, explicou Hempel.

Leia a matéria completa na edição deste domingo (19) no Jornal CORREIO da Paraíba.

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