Couto sugere ação articulada para combater exploração sexual



O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), deputado Luiz Couto (PT-PB), disse, em recente pronunciamento na Câmara Federal, que as redes de exploração sexual permanecem atuando fortemente no Brasil e em todo o mundo, tendo como principal alvo a juventude.

Segundo ele, diversas máfias e organizações criminosas estão aliciando não apenas crianças e adolescentes para a prática do sexo, mas também para outras atividades. “Na Paraíba, durante a última campanha eleitoral, chegaram a utilizar adolescentes em uma cidade para comprar votos”, exemplificou.

Couto informou que no Brasil passam pessoas com destino ao Suriname e a Guiana Francesa, que depois seguem para outros países. “Esses seres humanos estão sendo recrutados para a prática da exploração sexual e isso é muito grave”, afirmou.

O fato, de acordo com o presidente da CDHM, é que o tráfico de seres humanos tem sido, depois do narcotráfico, do tráfico de drogas, de armas e munições, a terceira referência das organizações criminosas a se aproveitar da situação de miséria das pessoas.

“Às vezes, chegam numa família, geralmente pobre, e dizem: ‘olha, vocês têm essa criança e ela é linda. Vamos tirar umas fotografias para serem publicadas numa revista’. Ou então dizem ou recrutam alguém para dar o seguinte recado: ‘Ela agora vai desfilar e será uma modelo’. Muitas vezes é isso o que acontece”, contou Luiz Couto.

Para o deputado petista, é importante que haja uma ação articulada - Ministério Público, Judiciário e Legislativo -, “até porque, aqui, na CPMI que investiga as redes de exploração sexual, quando algumas figuras de proa foram denunciadas, houve pressão e conseguiram retirar nomes de pessoas que estavam envolvidas com essas redes de exploração sexual”.


Da Assessoria de Imprensa do parlamentar

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