Acusados de matar marido da ex-delegada Divani Pinto vão a júri popular no forum da capital

Os irmãos Lindoberto Evaristo dos Santos e Lindoaldo Evaristo dos Santos sentarão no banco dos réus, acusados da morte do advogado Ricardo Albuquerque de Menezes, marido da ex-delegada, advogada e suplente de vereador em Boa Ventura Divani Pinto (PSDB). O júri popular dos réus será nessa quinta-feira (30), a partir das 14h, no plenário "Escrivão Carlos Neves da Franca", do 1° Tribunal do Júri, no 5° andar do Fórum Criminal da Capital (foto).

De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual, "ao amanhecer do domingo, do dia 27 de janeiro de 2008, por volta das 5h20, no Bairro São José, o denunciado Lindoberto, com o apoio e a colaboração do denunciado, Lindoaldo, utilizando-se de arma de fogo efetuou disparos contra Ricardo Albuquerque de Souza”. Narra ainda a denúncia que "os acusados cismaram com o ofendido apenas porque perceberam que ele telefonava de um celular e então desconfiaram que estivesse chamando a polícia para prendê-los". Conforme o relato do MP, "sempre com o apoio físico e o incentivo moral do irmão Lindoaldo, o denunciado Lindoberto sacou uma arma de fogo que trazia consigo e efetuou disparos contra o ofendido em plena rua".
A vítima veio a falecer no próprio local em que foi atingida. Os acusados, por sua vez, após a e execução da vítima, aproveitaram-se da situação e subtraíram a quantia de R$ 1.500, uma pulseira e um celular, de propriedade do advogado. Logo depois do crime, os acusados foram presos em flagrante. Em poder deles, a polícia encontrou 75 comprimidos dos remédios Artame e Rivotril, medicamentos que causam dependência e que são de uso controlado. De acordo com o Ministério Público, "os denunciados praticaram o crime de homicídio duplamente qualificado em concurso material com o crime de furto e mais o crime de tráfico de drogas". (Ascom/TJPB)
No dia 24 de outubro do ano passado a ex-delegada e advogada Maria Divani Pinto foi presa em flagrante após entregar um vidro contendo veneno a um dos albergados que cumpre pena no Presídio do Róger, em João Pessoa. Segundo o diretor do presídio, Dinamérico Cardim, a advogada pretendia envenenar os assassinos de seu marido que cumpriam pena na mesma casa de detenção que seu suposto cúmplice, Argemiro de Sousa. O alvo de Divani seria os irmãos Lindoberto e Lindoaldo dos Santos.
A advogada diz que foi vítima de uma “armação montada pelo diretor do presídio, que vem usando o episódio para aparecer e ficar famoso, tanto é que assim que fez a filmagem correu para uma emissora de TV, quando o correto seria só tornar pública as imagens depois que o caso fosse julgado e houvesse sentença condenatória, evitando uma condenação pública antecipada e injusta da parte acusada, como está ocorrendo agora”.
Já no dia 06 de Março deste ano o juiz titular do 1º Tribunal do Júri, Marcos William, decidiu encerrar e arquivar o inquérito policial instaurado quando a ex-delegada foi flagrada entregando frascos contendo veneno para um detento do Presídio do Róger. O arquivamento do caso foi justificado pelo fato do juiz responsável ter entendido o vídeo contendo as imagens de Divani entregando o veneno como um flagrante preparado, não sendo qualificada a tentativa de homicídio.
A ex-advogada só teria problemas com a justiça se os dois presos fossem de fato envenenados. A decisão do juiz não cabe recurso.

do blog de ricardo pereira www.rpscom.blogspot.com

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