março 03, 2009

Guilherme Almeida denuncia fraude em ata do partido

O deputado Guilherme Almeida (PSB) disse nesta terça-feira (3) ao programa Correio da Manhã (98 FM) que foi adulterada a ata da reunião da Executiva Estadual do partido realizada em 26 de novembro do ano passado.

Com base na suposta fraude, a direção do PSB estaria tentando enquadrá-la na infidelidade partidária para expulsá-lo da legenda e lhe tomar o mandato porque ele estaria desobedecendo a uma resolução do PSB ao aceitar convite para assumir cargo de secretário no governo Maranhão (PMDB).

Ao ser entrevistado pelo Correio da Manhã, Guilherme Almeida garantiu que a ata divulgada pelo PSB na imprensa é uma e a original, outra. A "verdadeira" está registrada desde 21 janeiro último no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) e dela o deputado tem cópia autenticada.

No documento que o deputado resgatou, informa ele, aparece a assinatura apenas do vice-presidente do PSB, Edivaldo Rosas. A ata agora revelada publicamente traz a assinatura de Rosas e de outro dirigente do partido, observa Almeida.

Mais: a ata depositada no TRE não trata de qualquer decisão partidária, pretensamente adotada na reunião de novembro de 2008, contra qualquer membro da bancada do PSB na Assembléia assumir cargos no governo estadual.

"Até por que isso não foi tratado naquela reunião, à qual estive presente", garante Almeida, lembrando também que naquela data a confirmação da cassação do governador Cássio Cunha Lima (PSDB) ainda dependia do julgamento dos embargos no TSE e, portanto, não faria sentido deliberar sobre cargos num governo então ainda incerto.

Ao Correio da Manhã ele antecipou parte do pronunciamento que pretende fazer na tarde de hoje da tribuna da Assembléia, para reafirmar a denúncia sobre a adulteração da ata e confirmar que aceitou desde o início o convite do governador José Maranhão para assumir a Secretaria de Estado da Interiorização.

Guilherme Almeida se disse muito tranqüilo diante da possibilidade de o PSB processá-lo por infidelidade partidária, pois está caracterizado que no caso dele tal hipótese não se aplica. Além disso, acentuou, as recentes manifestações dos dirigentes socialistas caracterizariam muito claramente atitude de perseguição.

No caso de eventual expulsão, o deputado preservaria o mandato porque estaria confrontando a cúpula partidária por justa causa e, portanto, poderia ficar sem partido ou se filiar a qualquer outra sigla e ainda assim manter a vaga na Assembléia que ele conquistou como deputado mais votado do PSB nas eleições de 2006.

Se Guilherme Almeida assumir de fato e de direito a Secretaria de Estado da Interiorização, sua vaga na Assembléia será ocupada pela primeira suplente Nadja Palitot, ex-vereadora de João Pessoa. Ela está isolada no partido, da qual já foi presidente estadual, por divergir e criticar duramente o prefeito Ricardo Coutinho, atual presidente do PSB na Paraíba.

do portal correio

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