fevereiro 05, 2009

UBAM diz que a "crise mundial" é feita no laboratório do capitalismo e prejudica os municípios


As transformações econômicas e políticas no Brasil que vêm arrefecendo o mercado e diminuindo consideravelmente os índices de crescimento no país, são reflexos de uma "crise mundial" arquitetada no laboratório internacional do capitalismo. É o que afirma o presidente da União Brasileira de Municípios, Leonardo Santana.
Para ele, esse termo "crise mundial", serve mais para justificar os erros, equívocos administrativos e econômicos. Dinheiro existe de sobra no mercado e as vendas continuam. Isso tudo é invenção que infelizmente é copiada por nações que não se mostram auto-sustentáveis.
"Sabemos que com o fim de qualquer momento de crise enfrentado no Brasil, nunca se verificou aumento de salários, diminuição de carga horária de trabalho ou baixa nos preços dos combustíveis e seus derivados, mas o que se ver somente é maior parte do empresariado que usa a tão propagada "crise" para aumentar ainda mais os seus volumosos lucros.
"Vejam o lucro da Energisa, uma mera repassadora de serviços de energia elétrica para um Estado pequeno como a Paraíba, que vai chegar a mais 100 Milhões de Dólares em 2009".
"E os bancos? Que são os vilões da crise, com seus cofres cada vez mais volumosos". Aqui eles aumentam taxas de serviço, inventam novos "impostos bancários" maquiados de tarifas.
"E o que dizer das companhias aéreas? Aviões cada vez mais lotados e tarifas maiores e serviços precários. Mas só se fala em demitir e diminuir salários".
Para Leonardo a "crise" só tem servido para enriquecer ainda mais os banqueiros internacionais que atuam no Brasil, que recebem bilhões de dólares lá fora.
"Ora, essa "crise", é claro, não existe de verdade".
"O que existe mesmo é muito oportunismo desse selvagem e falido sistema capitalista, cada vez mais faminto por lucro, mesmo que isso tenha que sacrificar milhões de vidas, desagregar a tão sofrida família e empobrecer ainda mais a maioria".
"Nos municípios, só se fala em crise mundial. Entidades municipalistas têm a coragem de sugerir aos prefeitos para que promovam demissões de servidores, sob o pretexto de "enxugar a máquina" e apertar o cinto. Esquecem que os municípios vivem de sacrifícios há mais de 20 anos. Um aumento de apenas um(01) por cento do Fundo de Participação dos Municípios(FPM) passou cinco anos pra ser autorizado pela União, enquanto isso todos os serviços a população foram municipalizados, sem que houvesse incentivo financeiro, enquanto isso, o governo federal detém a maior parte dos tributos e nem sentem os reflexos da famosa Lei de Responsabilidade Fiscal, que foi feita apenas para os Estados e Municípios".
Leonardo disse que existe uma crise de fato, a crise social, pois são milhares de brasileiros que ainda estão deixando suas cidades para sofrer nos grandes centros, como: São Paulo, Rio, Brasília, Belo Horizonte e Recife, sem emprego, sem moradia e sem receberem o mínimo de atenção social. Tudo isso por falta de oportunidade de emprego e renda nos seus municípios de origem.
Segundo ele, o termômetro que afere a obscura convulsão social é o altíssimo índice de criminalidade que fazem superlotar os presídios do país.
Leonardo defende uma política pública direcionada exclusivamente para os municípios, sobretudo para os pequenos municípios, onde existe mais insatisfação social e perigo de governabilidade.
"É preciso um novo plano nacional que gere governabilidade e capacitação para a administração pública municipal, mas que não tenha traços de intenção eleitoreira".
"É preciso uma reforma tributária que possa construir um novo pacto federativo, mais justo e com tratamento igualitário para com os seus entes".
"É preciso uma reforma no judiciário. Sou a favor do controle externo para as contas de qualquer instituição pública, seja de tribunais, seja de governos, mas isso tem que ser para todos".
"Precisamos de uma profunda reforma política, que não permita sequer candidatura de ex-agentes públicos comprometidos com a improbidade e o saque do dinheiro do povo".
"Nunca teremos um país justo, se ainda reinar a impunidade e só se pensar nas disputas por cargos e privilégios". Finalizou o presidente da UBAM.

Assessoria

www.ubam.com.br

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