fevereiro 14, 2009

Racha?: metade do PT não concorda com chapa Ricardo/Luiz Couto para 2010


A visita do ex-ministro José Dirceu (PT) e os recentes anúncios sobre uma chapa para 2010 com Ricardo Coutinho (PSB) e Luiz Couto (PT) deixou metade do PT de cabelo em pé. Várias alas dentro do partido não querem começar uma discussão para as eleições majoritárias neste momento e não concordam com uma chapa que exclua o PMDB.

A informação foi dada pelo secretário de Formação Política do Municipio de João Pessoa e participante do Diretório Estadual, Ivonaldo Batista,. Para Batista, 50% do partido não vê com bons olhos a antecipação das posições.

“Essa questão (de anunciar apoio a Ricardo para 2010) é nitidamente uma posição da Unidade da Luta, ala liderada por Luiz Couto”, explica Batista. Segundo ele, a ala a qual representa, que inclui também o deputado Jeová Campos, Guicélia Figueiredo e Frei Anastácio não tem o menor problema com relação a vinda de Dirceu à Paraíba, mas gostaria que o grupo de Luiz Couto fosse mais comedido em suas declarações.

Batista explica que desde novembro o Diretório não se reúne. “Temos divergências em relação a política de 2010. Em primeiro lugar, entendemos que está muito cedo para bater martelo em torno de qualquer candidatura. O Diretório e a Executiva não têm qualquer acumulo de discussão sobre a matéria. Alem disso, tem um pensamento no interior do partido, que considera que no atual momento é mais importante a manutenção da unidade, do campo de 2006, isto é, a aliança PMDB, PSB e PT, e qualquer outra tentativa é encarada como divisão”, argumenta.

Ivonaldo lembra ainda que as instâncias partidárias não foram chamadas para dialogar sobre a questão. “Estamos a beira de uma possível posse do senador José Maranhão (PMDB) e, no momento, a importância para nós é a manutençã da unidade contruída em 2006. 2010 se debate com mais tranquilidade num segundo momento. Temos cobrado de Luiz essa postura e não uma guinada para qualquer dos lados”, pontua.

“A gente acha que está errada essa conduta de indicar candidaos. Nós hoje não assinamos qualquer chapa sem que antes as instâncias do partido discutam. Hoje, nós não assinamos qualquer composição excluindo o PMDB e ficando só o PSB, e nessa posição está quase 50% do partido. Vamos esperar o desfecho no Tribunal Superiro Eleitoral (TSE). ”, reintera.

Paulo Cavalcante
ClickPB

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