novembro 18, 2008

Cássio desabafa: sou vítima do maior erro cometido na história da Justiça Eleitoral da Paraíba

O governador Cássio Cunha Lima declarou nesta segunda-feira 17 que é “vítima do maior erro cometido na história da Justiça Eleitoral da Paraíba”, em referência a decisão do Tribunal Regional Eleitoral que cassou seu mandato ano passado. Cunha Lima disse ainda que acredita no retorno do processo ao Estado para que o vice-governador José Lacerda seja ouvido.

- Hoje o TSE entende que o vice-governador é litisconsorte passivo necessário, ou seja, presença obrigatória no processo. E José Lacerda Neto não foi ouvido. Eu confio na Justiça e estou tranqüilo e confiante no resultado do julgamento.

O processo, que ficou conhecido como Caso Fac, será julgado nesta quinta-feira 20 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A apreciação de uma preliminar na ação que pede a presença da defesa do vice-governador, José Lacerda Neto, é a maior justificativa do governador para acreditar no retorno do processo à Corte eleitoral do Estado.

Na entrevista ao Programa Boa Tarde Paraíba, da Rádio Tabajara, o governador frisou que Lacerda só ingressou na ação nas alegações finais. Uma fase processual que, por exemplo, não pode arrolar testemunhas.

Para ilustrar seu posicionamento, Cássio Cunha Lima citou os casos dos governadores de Santa Catarina, Maranhão e Tocantins, nos quais os vice-governadores tiveram que apresentar defesa.

Para o governador, o processo está cheio de equívocos. E ilustrou: o próprio relator do TRE, juiz Carlos Eduardo Leite Lisboa, admitiu que não houve Programa Ciranda de Serviços na época da campanha, época em que aconteceu a distribuição dos cheques da FAC.

- A Corte reconheceu o erro, mas não modificou uma sentença muito severa. Afinal, não se trata apenas da perda de meu mandato e sim dos votos de mais de um milhão de paraibanos. Acredito que o TSE reformulará a decisão e enviará o processo de volta ao Estado da Paraíba. Não existe nenhuma imagem minha dando cheque a quem quer que fosse, justiçou Cássio Cunha Lima.

Ainda durante o programa da Rádio Tabajara, Cássio Cunha Lima criticou o Jornal Correio da Paraíba. O governador chamou o diário de “Jornal do PMDB”.

- Temos direitos constitucionais garantidos e vivemos numa democracia que esses direitos têm que ser respeitados. Agora, não adianta o ‘Jornal do PMDB’ tentar criar um clima de instabilidade no Estado que vai conseguir. Os números estão ai e não podem ser negados.

fonte: www.wscom.com.br

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